Amal Clooney teve papel decisivo e apoiou pedido de prisão de Netanyahu

Advogada de direitos humanos e esposa do ator George Clooney faz parte do painel de especialistas consultados pelo Tribunal de Haia

Bart H. Meijer, Stephanie van den Berg, da Reuters
Compartilhar matéria

Um painel de especialistas independentes, incluindo a advogada de direitos humanos Amal Clooney, apoiou a decisão do procurador do Tribunal Penal Internacional de solicitar mandados de prisão para os líderes israelenses e do Hamas na guerra de Gaza como "um passo histórico para as vítimas" do conflito.

O procurador do TPI Karim Khan disse na segunda-feira (20) que pediu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Yoav Gallant e três líderes do Hamas - Yahya Sinwar, Mohammed Deif e Ismail Haniyeh.

Os líderes israelenses e palestinos rejeitaram as alegações de crimes de guerra e os representantes de ambos os lados criticaram a decisão de Khan.

Clooney e outros cinco especialistas, incluindo dois ex-juízes de tribunais criminais em Haia, disseram que foram convocados a pedido de Khan em janeiro para avaliar o material que ele lhes forneceu e para oferecer consultoria jurídica.

Em um relatório datado de 20 de maio, eles disseram que realizaram "um extenso processo de revisão e análise", incluindo declarações de testemunhas e vídeos e fotografias autenticados obtidos pelos investigadores do TPI.

Os detalhes do pedido e das provas não foram divulgados.

O painel afirmou que "o processo foi justo, rigoroso e independente e que os pedidos de mandados de prisão do procurador estão fundamentados na lei e nos fatos".

"Hoje, o procurador deu um passo histórico para garantir justiça para as vítimas em Israel e na Palestina, emitindo pedidos de cinco mandados de prisão alegando crimes de guerra e crimes contra a humanidade por líderes seniores do Hamas e de Israel", escreveu o painel no Financial Times.

Um painel de juízes pré-julgamento determinará se as evidências sustentam os mandados de prisão. O tribunal não tem meios para executar tais mandados, e sua investigação sobre a guerra de Gaza tem sofrido oposição dos Estados Unidos e de Israel.