Análise: Custo de vida pressiona administração de Trump nos EUA

Analista Fernanda Magnotta afirma, no CNN 360°, que o republicano não esperava ser responsabilizado pelos efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio

Da CNN Brasil
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Uma nova pesquisa Reuters/Ipsos revelou que a maioria dos americanos atribui a Donald Trump a responsabilidade pelo aumento no preço da gasolina nos Estados Unidos. O resultado representa um duro golpe para a administração republicana, que enfrenta crescente pressão inflacionária em meio ao conflito no Oriente Médio.

Segundo a analista Fernanda Magnotta, no CNN 360°, o cenário econômico atual preocupa Trump, que não acreditava que seria responsabilizado diretamente pelos efeitos colaterais da guerra. "O clima nos Estados Unidos para qualquer tipo de pressão inflacionária já não é dos mais convidativos", explicou Magnotta, lembrando que questões econômicas semelhantes já prejudicaram os democratas nas últimas eleições.

A crise do chamado "affordability" (custo de vida) tem sido consistentemente apontada como a principal preocupação dos eleitores americanos em diversas pesquisas. O preço dos combustíveis representa um elemento central nessa questão, não apenas pelo impacto direto no bolso do consumidor, mas também por seu efeito cascata em toda a economia, especialmente no setor de alimentos.

Impactos nas eleições de meio de mandato

A analista destaca que o cenário atual pode complicar as eleições legislativas de meio de mandato. "Isso pressiona muito o presidente Trump e vai, talvez, explicar uma espécie de afastamento relativo de outros republicanos, até dentro da base maga", avalia Magnotta.

Caso Trump perca a maioria em uma das casas do Congresso em novembro, a governabilidade nos próximos dois anos ficaria comprometida. A situação é agravada pelo fato de que o presidente aparentemente esperava que o conflito fosse "mais curto, mais assertivo, mais objetivo" e não arrastaria os Estados Unidos para o que a analista descreve como "uma espécie de terreno movediço".

A posição do Irã nas negociações também complica a situação. Segundo Magnotta, o país se vê em vantagem relativa nas tratativas, seja pelo controle do Estreito de Ormuz ou pelo apoio de aliados indiretos (proxies), reduzindo seus incentivos para ceder nas negociações. Enquanto isso, o custo político doméstico para Trump continua aumentando, com impactos diretos na percepção dos eleitores sobre sua administração.

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