
Análise: o impacto da ausência de líderes na COP30
Analista Américo Martins, na CNN Novo Dia, avalia impactos da decisão de Donald Trump de não enviar representantes do governo federal americano para a COP30
A COP30, importante fórum global sobre mudanças climáticas, enfrentará um desafio significativo com a ausência de representantes do governo federal dos Estados Unidos, um obstáculo para as negociações climáticas internacionais. Análise é de Américo Martins na CNN Novo Dia.
A ausência americana é especialmente relevante por dois aspectos cruciais. Primeiro, os EUA são historicamente o país que mais emitiu gases de efeito estufa, carregando uma responsabilidade significativa no cenário global. Além disso, sendo a maior economia mundial, o país tem papel fundamental no financiamento de soluções contra a crise climática, especialmente para auxiliar nações menos desenvolvidas.
Entretanto, o analista de Política da CNN destaca que esta é "uma COP que vai decidir muitas coisas, indepedentemente da presença ou não de algum destes líderes".
Participação subnacional americana
"Apesar de Trump não ter enviado nenhum membro do governo federal, muitos governadores de estado estarão presentes e mostrarão o comprometimento destes estados, que são muito importantes para o combate às questões climáticas nos EUA", destaca Martins. Governadores do Michigan e New Mexico devem comparecer ao evento. Há também expectativa pela presença de Gavin Newsom, da Califórnia. Além disso, prefeitos e empresas americanas marcarão presença, reforçando o papel do setor privado na transição energética e no combate às mudanças climáticas.
Outros líderes também não comparecerão ao evento, como Javier Milei, da Argentina, e Santiago Peña, do Paraguai. O analista aponta que essas ausências podem estar relacionadas a uma maior dependência destes países em relação aos Estados Unidos, especialmente no caso argentino, que recentemente recebeu apoio financeiro do país norte-americano.
Presenças importantes confirmadas
Por outro lado, a COP30 contará com participações relevantes, como Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen, representando a União Europeia. "Terceiro grande player é a China. Xi Jinping não vai, mas mandou uma delegação de alto nível, liderada por seu vice-primeiro-ministro", explica Martins. "Também é a primeira vez que a China se compromete com compromissos reais, tangíveis, no combate à crise climática". O país asiático anunciou, recentemente, um documento com metas formais para os próximos anos.
O Brasil terá papel de destaque no evento, aproveitando a oportunidade para fortalecer sua posição na geopolítica internacional, especialmente nas questões relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade.


