Análise: Reunião com Trump é cereja do bolo de Lula
Analista Clarissa Oliveira, no Live CNN, avalia que diplomacia americana teria sinalizado possibilidade de reunião entre os dois durante evento na Malásia, mas formato do encontro ainda é incerto
A possibilidade de um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante agenda na Malásia tem gerado expectativas nos bastidores diplomáticos. As especulações surgiram após breve interação entre ambos durante a Assembleia Geral da ONU, seguida por uma videochamada. Análise é de Clarissa Oliveira no Live CNN.
Duas perspectivas diferentes circulam entre pessoas próximas a Lula sobre o possível encontro. "Uma turma estava muito confiante de que este encontro poderia de fato acontecer na Malásia", destaca a analista de Política da CNN. "O presidente deixou reservadas na sua agenda algumas janelas para encontros bilaterais que poderiam perfeitamente servir para acomodar uma agenda com Donald Trump".
Por outro lado, há quem diga que, se fosse para ter um encontro na Malásia, já haveria alguma sinalização mais clara. "Se ocorrer um encontro talvez seja algo muito informal, muito pontual, só para dizer 'a gente continua amigo'. E não há ali aquela solenidade, aquela formalidade da reunião bilateral", explica Clarissa. Esta opção, embora menos formal, não é vista como desprestígio por aliados, que consideram qualquer aproximação entre os dois como positiva.
Preferência por encontro na Casa Branca
Fontes próximas a Lula indicam que sua preferência seria por um encontro mais institucional nos Estados Unidos. Este formato é visto como mais apropriado, especialmente se coincidisse com avanços nas negociações sobre questões tarifárias entre os dois países. "É totalmente diferente, do ponto de vista institucional, se a equipe do governo norte-americano convidar o presidente do Brasil para um encontro na Casa Branca", avalia a analista. "Daria um status internacional diferente para Lula".
O presidente vem experimentando uma fase positiva em termos de popularidade e conquistas em sua agenda prioritária. Um encontro formal na Casa Branca, posteriormente, poderia fortalecer ainda mais a posição do Brasil no cenário internacional.


