Ao menos três pessoas morreram em ataque na cidade israelense de Elad

Crime ocorreu no Dia da Independência do país; polícia suspeita de autoria palestina

Ammar AwadAri RabinovitchRami Amichayda Reuters

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Pelo menos três pessoas morreram no que a polícia suspeita ter sido um ataque palestino na cidade de Elad, no centro de Israel, no Dia da Independência do país.

Testemunhas e equipes de emergência disseram que os suspeitos usaram armas, machados e facas.

A polícia montou bloqueios na estrada para tentar capturar os suspeitos que fugiram do local, a cerca de 15 km de Tel Aviv. Na televisão, o prefeito de Elad pediu aos moradores que ficassem em casa enquanto as forças de segurança ainda estavam operando.

Autoridades de saúde disseram que três pessoas foram mortas e outras duas estavam sendo tratadas com ferimentos graves.

“A alegria do Dia da Independência foi interrompida em um instante. Um ataque assassino em Elad que choca o coração e a alma”, escreveu o ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, nas redes sociais. “Não vamos ceder ao terror”.

O presidente palestino Mahmoud Abbas condenou o ataque. “O assassinato de civis palestinos e israelenses só levará a mais deterioração da situação”, disse Abbas segundo a agência estatal palestina WAFA.

Antes do Elad, palestinos e membros da minoria árabe de Israel mataram 15 pessoas, incluindo três policiais e um guarda de segurança, em ataques em Israel e na Cisjordânia que atingiram principalmente civis.

Israel respondeu com prisões em cidades e vilarejos palestinos que muitas vezes provocaram confrontos e elevaram o número de palestinos mortos pelas forças israelenses desde o início do ano para pelo menos 40. As vítimas incluem membros armados de grupos militantes e agressores solitários.

Mais cedo nesta quinta-feira, os confrontos eclodiram novamente entre palestinos e policiais israelenses no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, embora tenham sido mais limitados do que os registrados no mês passado.

Visitantes judeus foram autorizados a entrar na área nesta quinta, depois de uma suspensão de 10 dias do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

O Hamas, o grupo palestino islâmico que controla Gaza, elogiou o ataque de Elad, mas não reivindicou a responsabilidade. O grupo afirmou que foi uma resposta às ações israelenses no local sagrado de Jerusalém.

Yehya Al-Sinwar, chefe do Hamas em Gaza, disse no início desta semana: “Quem tiver um rifle deve tê-lo pronto, e quem não tiver um rifle deve preparar sua faca ou seu machado”.

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