Palestinos entram em confronto com a polícia israelense em Jerusalém; 152 feridos

Milhares de palestinos se reuniram num complexo ladeado de árvores que cerca a mesquita de Al-Aqsa para orações nesta sexta-feira (15)

Jonathan SaulRami AyyubAli Sawaftada Reuters

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A polícia israelense usou granadas de efeito moral contra palestinos, que lançaram pedras e coquetéis molotov contra as forças de segurança diante da mesquita de Al-Aqsa, um ponto de atrito de Jerusalém, nesta sexta-feira (15), horas depois de Israel e o Hamas acertarem um cessar-fogo em Gaza.

Operações policiais no complexo religioso choques com palestinos durante o mês de jejum muçulmano do Ramadã ajudaram a desencadear a violência entre Israel e os militantes islâmicos do Hamas, que comandam Gaza.

Um cessar-fogo entrou em vigor nesta sexta-feira após 11 dias de combates.

Ao meio-dia local, milhares de palestinos se reuniram no complexo ladeado de árvores que cerca a mesquita para as orações de sexta-feira. Muitos permaneceram para protestar em apoio aos palestinos da Faixa de Gaza, bradando e acenando com bandeiras palestinas.

Uma fonte da polícia israelense disse que alguns dos palestinos reunidos lançaram pedras e coquetéis molotov contra policiais que estavam posicionados ao longo dos portões do complexo, e que estes reagiram dispersando-os.

Um fotógrafo da Reuters disse que a polícia disparou granadas de atordoamento contra os palestinos. Não ficou claro o que desencadeou o conflito.

Os confrontos arrefeceram dentro de cerca de uma hora, e a polícia israelense recuou para suas posições nos portões do complexo. Médicos disseram que 20 palestinos ficaram feridos e que dois foram hospitalizados para receber tratamento.

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