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    “Aqui a gente não pode morrer”, diz criança brasileira abrigada em escola de Gaza

    Brasileiros aguardam solução para deixar região mais crítica do conflito entre Israel e Hamas

    Jussara Soaresda CNN

    em Brasília

    Treze brasileiros que aguardam uma solução para serem retirados da Faixa de Gaza foram abrigados nesta quinta-feira (12) em uma escola católica da região. O local foi providenciado pela Representação Diplomática do Brasil junto à Palestina.

    Na escola, os brasileiros recebem apoio e atendimento psicológico para atenuar as consequências dos bombardeios. A maior preocupação é com as crianças.

    Entre os abrigados está Bader Monir Bader, de 11 anos. Em vídeo obtido pela CNN, o garoto agradece por estar na escola.

    “Eu tô muito feliz porque eu estou nesta escola. Nessa escola eu me senti com muita segurança porque aqui a gente não pode morrer. Aqui o chão é limpo, tudo é limpo. A gente tem… cada um tem uma casa sozinha aqui. Essa escola é muito melhor pra mim do que ficar de casa”, disse.

    O garoto, no entanto, relata o medo constante e a vontade de voltar para o Brasil.

    A Faixa de Gaza, controlada pelo grupo radical islâmico Hamas, está sob intenso bombardeio desde sábado (7). Não há energia elétrica nem água na região. Tudo foi cortado.

    Dos brasileiros que pediram repatriação, 15 são crianças, informou o embaixador Alessandro Candeas, representante do Brasil na Palestina.

    O Brasil negocia a criação de um corredor humanitário pela passagem de Rafah, na fronteira de Gaza com o Egito, para retirar os brasileiros em segurança.

    As tratativas para a evacuação do grupo da área de conflito são complexas. Primeiro, o Itamaraty aguarda a autorização do Egito para que os brasileiros ingressem no país e de lá possam embarcar para o Brasil.

    À CNN, o embaixador Alessandro Candeas relatou que a lista de brasileiros a serem repatriados foi entregue ao Egito, às autoridades de Israel e também ao “grupo que controla de fato” a Faixa de Gaza para garantir “a segurança” dos brasileiros. O embaixador, porém, reforçou que não há relação oficial com o grupo radical islâmico Hamas, que domina a região.

    Para retirar os brasileiros de Gaza, o Itamaraty já providenciou dois ônibus que deverão ser identificados com a bandeira do Brasil para que não sejam alvo de ataques.

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