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    Argentina congela preço do oxigênio medicinal em meio à alta de casos de Covid

    Governo alegou que houve alteração nos preços dos produtos; medida visa evitar o tipo de crise enfrentada pela Índia e vale por 90 dias

    O presidente da Argentina, Alberto Fernández
    O presidente da Argentina, Alberto Fernández Foto: Reprodução/CNN Brasil (22.abr.2021)

    Reuters

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    A Argentina congelou o preço do oxigênio medicinal por 90 dias e orientou os produtores de oxigênio líquido do país a priorizarem o sistema de saúde devido ao aumento dos casos de Covid-19, informou o governo nesta quinta-feira (29).

    O país está sendo atingido por uma segunda onda de infecções, elevando o número de mortes pelo vírus no país para mais de 60 mil enquanto o governo adota medidas de restrição mais rígidas. A Argentina, com uma população de cerca de 45 milhões, teve 2,92 milhões de casos de Covid-19 até agora.

    “Todos os produtores de oxigênio líquido são obrigados a destinar suprimentos para o setor de saúde, disse uma resolução do Ministério da Saúde publicada no Diário Oficial argentino. 

    A Argentina quer evitar o tipo de crise enfrentada pela Índia, onde empresas montaram “salas de guerra” para fornecer oxigênio, remédios e leitos hospitalares para trabalhadores infectados.

    Alemanha e França dizem que estão enviando suprimentos de oxigênio tão necessários para a Índia.

    A Argentina suspendeu qualquer aumento nos preços do oxigênio medicinal por 90 dias sob a justificativa de que “em um contexto de crescente demanda, foram relatadas mudanças nos preços dos medicamentos, insumos e, em particular, do oxigênio médico líquido a granel ou em tubos”.

    A vacinação vai devagar na Argentina, com 7,7 milhões de doses aplicadas até agora, segundo dados oficiais.

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