Atacar infraestrutura civil deliberadamente é um crime de guerra, diz ONU

Chefe de direitos humanos das Nações Unidas denunciou a "retórica incendiária" usada através de ameaças em relação ao conflito no Oriente Médio

Sharon Braithwaite e Lauren Said Moorhouse, da CNN
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O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, criticou a "retórica incendiária" usada por todas as partes em relação ao conflito no Oriente Médio e afirmou que atacar deliberadamente civis e infraestrutura civil é um crime de guerra.

Türk criticou as recentes ameaças de aniquilar toda uma civilização e de atacar infraestruturas civis, classificando-a como "repugnante".

“Ameaças que espalham medo e terror entre civis são inaceitáveis ​​e devem cessar imediatamente”, disse Türk.

“De acordo com o direito internacional, atacar deliberadamente civis e infraestrutura civil é um crime de guerra", acrescentou o chefe de direitos humanos.

Türk encerrou o discurso apelando à comunidade internacional para que tome medidas para reduzir a escalada da situação e ajudar a proteger vidas civis.

 

Na segunda-feira (6), a ONU também condenou as ameaças e a violência em curso no Oriente Médio durante uma coletiva de imprensa, abordando os alertas explícitos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, e a escalada do conflito entre o Hezbollah e Israel.

"Ficamos alarmados com a retórica vista naquela publicação nas redes sociais que ameaçava ataques americanos contra usinas de energia, pontes e outras infraestruturas", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

O porta voz se referiu a uma publicação na plataforma Truth Social de Trump, na qual ele incitava o Irã a "fazer um acordo" ou enfrentar ataques a infraestruturas críticas.

Dujarric reiterou que os ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional, um princípio enfatizado pelo secretário-geral da ONU António Guterres.

"O Secretário-Geral reafirma que já é hora de as partes porem fim a este conflito, pois não existe alternativa viável à resolução pacífica de disputas internacionais", acrescentou Dujarric.

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