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    Ataque a Mianmar deixa mais de 30 mortos e funcionários de ONG desaparecidos

    Grupo de defesa Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos afirmou que forças da Junta mataram mais de 1.300 pessoas e prenderam mais de 11 mil

    Foto fornecida pela Força de Defesa das Nacionalidades Karenni (KNDF), mostrando fumaças e chamas no município de Hpruso, Mianmar, em 24 de dezembro
    Foto fornecida pela Força de Defesa das Nacionalidades Karenni (KNDF), mostrando fumaças e chamas no município de Hpruso, Mianmar, em 24 de dezembro KNDF

    Cape DiamondJessie YeungMaija Ehlingerda CNN*

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    Pelo menos 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas no estado de Kayah, no leste de Mianmar, na última sexta-feira (24), de acordo com o Grupo de Direitos Humanos Karenni, com dois membros do grupo humanitário internacional Save the Children ainda desaparecidos.

    Os “restos carbonizados” foram descobertos e identificados próximo ao município de Hpruso, no estado – também conhecido como Karenni -, em 25 de dezembro, segundo o grupo.

    O Governo de Unidade Nacional de Mianmar (NUG) chamou isso de “massacre de Natal no estado de Karenni”, afirmando que as tropas da junta “detiveram um número não confirmado de [moradores] e viajantes e destruíram suas propriedades”.

    “Enquanto o mundo celebra o Natal e sua mensagem de paz, o NUG repete suas demandas à comunidade internacional para agir imediatamente e decisivamente para acabar com a escalada dos crimes de guerra da junta militar e dos crimes contra o povo de Mianmar”, acrescentou o comunicado do NUG.

    Os militares de Mianmar, que tomaram o poder do país em um golpe de 1º de fevereiro, disseram que atiraram e mataram um número não especificado de “terroristas com armas” das forças armadas da oposição na vila, segundo a mídia estatal. As pessoas estavam em sete veículos e não pararam para os militares, disse.

    Os militares não responderam ao pedido de comentários da CNN.

    A Força de Defesa Nacional Karenni, uma das maiores das várias milícias civis, disse à Reuters que os mortos não eram seus membros, mas civis que buscavam refúgio do conflito.

    A ONG internacional Save the Children disse que dois funcionários que estavam viajando para casa nas férias foram pegos no incidente e continuam desaparecidos.

    “Temos a confirmação de que seu veículo particular foi atacado e incendiado”, disse a organização em um comunicado. “Os militares supostamente expulsaram pessoas de seus carros, prenderam alguns, mataram outros e queimaram seus corpos.”

    A Save the Children acrescentou que pelo menos 38 pessoas morreram no ataque, e a instituição de caridade suspendeu suas operações em Kayah, Chin e partes de Magway e Kayin em resposta.

    “Save the Children condena este ataque como uma violação do Direito Internacional Humanitário. Estamos horrorizados com a violência perpetrada contra civis inocentes e nossa equipe, que são dedicados serviços humanitários, apoiando milhões de crianças necessitadas em Mianmar”, disse Inger Ashing, Chefe Executivo da Save the Children em comunicado. “As investigações sobre a natureza do incidente continuam, mas os ataques contra os trabalhadores humanitários não podem ser tolerados.”

    A CNN está entrando em contato para obter mais informações sobre o ataque.

    Mianmar está em crise desde que os militares derrubaram o governo eleito anterior e prenderam muitos funcionários importantes – incluindo a líder civil deposta Aung San Suu Kyi, que foi presa no início deste mês.

    Desde o golpe, os militares tentam fazer valer seu poder sobre o povo por meio de força sangrenta.

    Agências da ONU, grupos de direitos humanos e jornalistas locais documentaram massacres, prisões em massa, tortura, deslocamento forçado, homens, mulheres e crianças assassinados impunemente, armamento pesado usado pelas forças da junta para atacar aldeias e erradicar grupos de resistência armada e o bloqueio de ajuda humanitária.

    As forças da Junta mataram mais de 1.300 pessoas e prenderam mais de 11 mil, de acordo com o grupo de defesa Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos.

    Os militares rejeitaram os dados da AAPP, citados pela Organização das Nações Unidas, e a acusam de parcialidade.

    *Com Reuters

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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