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    Ataques aéreos de Israel em Gaza matam ao menos 15 pessoas em dois dias

    Ao menos quatro militantes do grupo Jihad Islâmica e uma criança estão entre os óbitos, com 84 feridos, segundo governo palestino

    Fadi ShanaMohammed SalemIllan RosenbergMohammed Shannada Reuters

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    Israel fez um ataque em Gaza e palestinos dispararam foguetes contra cidades israelenses neste sábado (6), depois que uma operação de Israel contra o grupo militante Jihad Islâmica pôs fim a mais de um ano de relativa tranquilidade ao longo da fronteira.

    Na sexta-feira (5), Israel matou um comandante sênior do grupo em um ataque aéreo surpresa durante o dia em um arranha-céu na Cidade de Gaza, o que levou a disparos de foguetes em resposta.

    Neste sábado, Israel atacou militantes da Jihad Islâmica e depósitos de armas escondidos em áreas residenciais, disseram militares. Bombardeios atingiram pelo menos cinco casas, disseram testemunhas, conduzindo enormes nuvens de fumaça e detritos ao ar enquanto explosões abalavam a Cidade de Gaza.

    Os ataques israelenses mataram 15 palestinos, incluindo pelo menos mais quatro militantes da Jihad Islâmica e uma criança, e feriram ao menos 84 pessoas, segundo o Ministério da Saúde palestino.

    Militantes palestinos dispararam pelo menos 200 foguetes contra Israel – a maioria deles interceptados, disparando sirenes de ataques aéreos e enviando pessoas correndo para abrigos antiaéreos. Não houve relatos de vítimas graves, disse o serviço de ambulância israelense.

    Ibrahim Shamalakh, dono da casa que foi completamente destruída no ataque, disse que recebeu um aviso prévio do exército israelense para evacuar o local antes dele correr para um local seguro. A residência foi atingida primeiro com mísseis menores antes que os aviões de guerra a bombardeassem.

    “Não sei, somos pessoas seguras, sentadas em nossa casa, não temos relação com nada. Eles ligaram e disseram para evacuar a casa imediatamente, não sei o que aconteceu conosco. De repente aconteceu. Não tenho palavras”, disse Shamalakh à Reuters, enquanto os moradores se reuniam para inspecionar a extensão dos danos.

    Um hospital palestino em Gaza disse que recebeu 13 feridos de áreas que foram bombardeadas depois que quatro residências foram atingidas desde a manhã.

    O Egito disse que está envolvido em negociações intensivas para acalmar a situação. Uma maior escalada dependeria em grande parte se o Hamas, o grupo militante islâmico que controla Gaza, optar por se juntar aos combates.

    Uma delegação de inteligência egípcia chefiada pelo major-general Ahmed Abdelkhaliq chegou a Israel neste sábado e estaria viajando para Gaza para negociações de mediação, disseram duas fontes de segurança egípcias. Eles esperavam garantir um cessar-fogo de um dia para realizar as negociações, acrescentaram as fontes.

    A Jihad Islâmica não sinalizou qualquer cessar-fogo imediato. “A hora agora é de resistência, não de trégua”, disse uma autoridade do grupo à Reuters. O grupo não disse quantos de seus membros foram mortos desde sexta-feira.

    Israel interrompeu o transporte de combustível para Gaza que estava planejado pouco antes de atacar na sexta-feira, paralisando a única usina de energia do território e reduzindo a capacidade de eletricidade para cerca de 8 horas por dia, com autoridades de saúde alertando que em poucos dias os hospitais devem ser severamente afetados.

    A fronteira esteve em grande parte tranquila desde maio de 2021, quando 11 dias de combates ferozes entre militantes e Israel deixaram pelo menos 250 mortos em Gaza e 13 em Israel.

    O enviado das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, Tor Wennesland, disse estar profundamente preocupado com a violência e a Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente, condenou os ataques de Israel.

    Israel tem imposto medidas especiais de segurança em seus territórios do sul, perto de Gaza, e está se preparando para convocar cerca de 25 mil militares, de acordo com a Rádio do Exército. As ruas das cidades próximas à fronteira estavam vazias.

    (Reportagem adicional de Ahmed Mohamed Hassan no Cairo, Amir Cohen em Sderot e Eli Belzon em Ashkelon)

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