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    Ataques terroristas deixam ao menos 64 mortos no Mali

    Autoridades declararam três dias de luto no país africano, que assistiu a uma escalada da violência após dois golpes militares nos últimos três anos

    Ao menos 64 pessoas morreram em dois ataques do grupo terrorista Al Qaeda no Mali
    Ao menos 64 pessoas morreram em dois ataques do grupo terrorista Al Qaeda no Mali Alexander Koerner/Getty Images

    Teele RebaneStephanie Busarida CNN

    Dois ataques realizados por supostos militantes ligados ao grupo terrorista islâmico Al Qaeda no Mali mataram ao menos 64 pessoas na quinta-feira (7), incluindo dezenas de civis, informou o governo de transição do país africano.

    Os ataques tiveram como alvo um barco de passageiros no rio Níger, perto de Timbuktu, e uma base militar em Bamba, na região norte de Gao, matando 49 civis e 15 soldados, segundo comunicado do governo.

    Não foi possível saber quantas pessoas morreram em cada ataque.

    O Exército do Mali declarou que um “grupo terrorista armado” atacou o barco de passageiros às 11h (local) perto de Rharous Cercle, na região de Timbuktu.

    Os ataques foram reivindicados pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM), filiado à Al Qaeda, disse o governo.

    As autoridades declararam três dias de luto no país, que assistiu a uma escalada da violência após dois golpes militares nos últimos três anos.

    O Mali faz parte da região do Saara-Sahel e é um dos vários países africanos que lutam contra insurgentes islâmicos.

    As Nações Unidas afirmaram, em junho, que a violência “sem fim” estava sendo desencadeada contra civis no nordeste do Mali pelo grupo Estado Islâmico (Isis) e seus afiliados.

    Especialistas expressaram preocupação generalizada com o agravamento das condições no conturbado estado do Sahel.

    “Em menos de um ano, o Estado Islâmico no Grande Saara quase duplicou as suas áreas de controle no Mali”, aponta um relatório do Conselho de Segurança da ONU divulgado em agosto.

    A ONU também expressou preocupação com os abusos dos direitos humanos cometidos pelas forças armadas do Mali e “seus parceiros de segurança estrangeiros”.

    Centenas de mercenários russos contratados pelo grupo mercenário Wagner foram convidados para o Mali pela junta militar do país, para combater os islamistas. Não está claro o que aconteceu com eles desde a morte do chefe da organização, Yevgeny Prighozin.

    “A violência contra mulheres e meninas e a violência sexual relacionada com conflitos continuam a prevalecer no Mali”, afirmaram especialistas da ONU no relatório.

    Em junho, o Mali pediu à força de manutenção da paz da ONU, a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA, na sigla em inglês), que está estacionada no país desde 2013, para deixar a nação “imediatamente”.

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Mali, Abdoulaye Diop, acusou a ONU de agravar os problemas de segurança no país.

    Quase 9 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária no país. No início deste mês, agências da ONU afirmaram que 200 mil crianças corriam o risco de morrer de fome.

    “Uma série de conflitos armados prolongados, deslocamento interno e acesso humanitário limitado ameaçam mergulhar quase um milhão de crianças com menos de cinco anos na desnutrição aguda até o final deste ano, se a ajuda vital não chegar até elas”, afirmou a ONU.

    Veja também – Míssil russo deixa ao menos 17 mortos em Donetsk

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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