Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Autoridades de Gaza exumam quase 400 corpos de Hospital após saída de Israel

    Vítimas estavam em valas comuns nos arredores do Hospita al-Shifa, um dos maiores do território palestino

    Salem Awad Rab'a, proprietário palestino de loja de telefonia móvel, caminha entre os escombros do estabelecimento, destruído por ataque israelense, em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza
    Salem Awad Rab'a, proprietário palestino de loja de telefonia móvel, caminha entre os escombros do estabelecimento, destruído por ataque israelense, em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza 31/03/2024REUTERS/Mahmoud Issa

    Da CNN

    Profissionais de saúde no norte de Gaza exumaram pelo menos 381 corpos de valas comuns em torno do Hospital Al-Shifa na terça-feira (9), após denúncia de que as forças israelenses mataram centenas de palestinos e deixaram seus corpos para se decompor durante o cerco de duas semanas ao complexo.

    O número de pessoas exumadas hoje não inclui pessoas enterradas dentro dos terrenos do hospital, de acordo com o porta-voz da Defesa Civil de Gaza, órgão controlado pelo Hamas, Mahmoud Basal.

    Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, disse que várias agências das Nações Unidas estão ajudando nos esforços para recuperar corpos e fornecer “enterros dignos.”

    Aqui estão outras fatos que você deve saber:

    Acordo proposto: em um comunicado publicado no início da terça-feira, o Hamas disse que o último acordo proposto por Israel não atende às suas demandas. O grupo disse que seus líderes irão rever a proposta e informar a resposta aos mediadores. O principal assessor de segurança nacional do presidente dos EUA, Joe Biden, disse que pediu aos interlocutores do Hamas que os pressione por uma resposta rápida à proposta.

    Relatório sobre crimes de guerra israelenses: crianças em Gaza estão morrendo de “complicações relacionadas à fome” desde que Israel começou a usar a fome como arma – que é considerado um crime de guerra – disse a Human Rights Watch (HRW) em um relatório nesta terça-feira. Israel nega a acusação, apesar da evidência generalizada de desnutrição em Gaza.

    Alemanha responde à Nicarágua: a Alemanha reagiu às acusações da Nicarágua na Corte Internacional de Justiça (CIJ) de que tem “facilitado o genocídio” em Gaza por meio de seu apoio a Israel, insistindo que a segurança israelense está no “núcleo” da política externa alemã.

    Deputado Gregory Meeks – o principal democrata do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos – diz que ainda não está pronto para assinar a venda de dezenas de jatos de combate F-15 fabricados nos EUA e munições relacionadas a Israel enquanto busca “garantias” sobre como as armas seriam usadas. Além disso, o secretário de Defesa americano Lloyd Austin disse aos parlamentares na terça-feira que, até onde ele sabe, os EUA não têm evidências de Israel cometer genocídio no conflito em Gaza.

    Ajuda humanitária: a Turquia anunciou novas restrições às exportações para Israel na terça-feira depois que o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, acusou Israel de negar um pedido de ajuda aérea para Gaza. O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, respondeu, dizendo que o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan está “mais uma vez sacrificando os interesses econômicos do povo da Turquia por seu apoio ao Hamas”, acrescentando que Israel “responderá de acordo.” O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Stephane Sejourne, sugeriu que a imposição de sanções da União Europeia poderia ser uma maneira de pressionar Israel a abrir as fronteiras de Gaza para ajuda humanitária. Além disso, o Secretário de Defesa americano disse que o cais militar dos EUA em Gaza, por entregar ajuda por mar, estaria “provavelmente” pronto em 21 de abril. Enquanto isso, a terça-feira foi marcada pelo maior número de caminhões de ajuda que entraram em Gaza desde 7 de outubro, de acordo com a agência de Israel que controla o acesso ao território.

    Desdobramentos em campo: as Forças de Defesa de Israel (FDI) mataram o prefeito do campo de refugiados de Al-Maghazi em um ataque no centro de Gaza na segunda-feira, disseram as FDI e o Hamas, que chamou o ataque de “um assassinato covarde.” Além disso, as FDI disseram pela primeira vez que o sistema de defesa aérea marítima conhecido como “Domo C”, a versão naval do Domo de Ferro, interceptou um drone. E, ataques transfronteiriços entre Israel e o Hezbollah forçaram milhares de pessoas de suas casas ao longo de ambos os lados da fronteira entre o Líbano e Israel.

    Atualizações sobre Rafah: o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na terça-feira que “nenhuma força no mundo” impedirá que as tropas israelenses entrem em Rafah, no sul de Gaza, para eliminar unidades do Hamas que dizem estar lá. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que Israel ainda não disse aos EUA a data da anunciada invasão de Rafah, mas que espera que o governo de Biden veja “colegas israelenses novamente na próxima semana” para discussões sobre o assunto. E o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, não indicou ao secretário de Defesa dos EUA, em um telefonema na segunda-feira, que uma data foi marcada para a incursão de Israel em Rafah, várias pessoas familiarizadas com a ligação disseram à CNN.

    Reféns: a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, se reuniu com famílias americans que tiveram entes queridos capturados pelo Hamas. As famílias foram atualizadas sobre os esforços americanos para garantir a libertação de todos os reféns e um cessar-fogo. Os familiares de reféns americanos-israelenses em Gaza também se reuniram com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, em Washington, para pressionar pela libertação imediata, de acordo com a Sede do Fórum de Famílias de Reféns.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original