Bélgica, Malta e Luxemburgo reconhecem Estado Palestino
Bart De Wever, primeiro-ministro belga, disse que a medida envia um “forte sinal político e diplomático ao mundo”

Bélgica, Malta e Luxemburgo anunciaram o reconhecimento do Estado Palestino nesta segunda-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, que acontece em Nova York.
As nações se juntam a outros 145 outros países que já reconheceram um Estado Palestino.
O primeiro-ministro de Luxemburgo, Luc Frieden, disse que seu país que a medida reforça um “compromisso com a esperança”.
“É o início de um compromisso renovado com a esperança, um compromisso com a diplomacia, com o diálogo, com a coexistência e com uma solução de dois Estados. Com a ideia frágil, mas ainda possível, de que a paz pode prevalecer”, disse Frieden.
O premiê relembrou a história da ONU e disse que a decisão de reconhecer o Estado Palestino está alinhada com os valores consagrados pela coalizão.
Ele disse que uma solução de dois Estados seria o "pior resultado possível" para o Hamas e disse que o grupo palestino não deveria ter nenhum papel em um futuro governo palestino.
“Se os palestinos conseguem enxergar um caminho pacífico e realista para a nacionalidade e a autodeterminação, isso enfraquece fatalmente os apelos decisivos do Hamas”, disse o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, afirmou que seu país está se juntando a outras nações no reconhecimento de um estado palestino para dar um “forte sinal político e diplomático ao mundo”.
No entanto, o líder belga acrescentou que o reconhecimento legal de um Estado Palestino só poderá prosseguir “quando todos os reféns forem libertados e todas as organizações terroristas, como o Hamas, forem removidas da governança da Palestina”.