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    Biden e Zelensky se reúnem nesta terça (12) para discutir auxílio à Ucrânia

    Republicanos tentam barrar liberação de verba no Congresso americano

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden
    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Assessoria de Imprensa da Presidência da Ucrânia / Divulgação via REUTERS

    Mariana Janjácomoda CNN

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reúne nesta terça-feira (12) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. O encontro é uma tentativa do líder ucraniano de pressionar a liberação do auxílio militar dos Estados Unidos à Ucrânia.

    Esta é a terceira visita de Zelensky à capital americana desde a invasão da Ucrânia – e, desta vez, com uma tarefa complexa: convencer o Congresso a liberar mais ajuda financeira ao país.

    Desde a invasão, o Congresso americano aprovou mais de US$ 110 bilhões para a Ucrânia – mas esse dinheiro está acabando. E os republicanos, que têm a maioria na Câmara, não querem a aprovação de mais recursos.

    Em discurso a uma audiência de militares na Universidade de Defesa Nacional, Zelensky disse que espera poder continuar contando com os Estados Unidos.

    “O mundo inteiro está nos observando, observando que destino outras nações livres poderiam enfrentar: viver livremente ou serem subjugadas. A Ucrânia não desistiu e não desistirá. Sabemos o que fazer e vocês podem contar com a Ucrânia, e esperamos poder contar com vocês”, disse o presidente ucraniano.

    Convencer os americanos de que vale a pena continuar mandando ajuda para a Ucrânia está cada vez mais difícil: quase dois anos depois da invasão, o apoio vem caindo entre a população. Muitos viram pouco progresso até agora, e ficam mais céticos sobre os rumos da guerra.

    Uma pesquisa feita pela CNN em agosto mostrou que 55% dos americanos acreditam que o Congresso não deve enviar mais ajuda aos ucranianos. 51% consideram que os Estados Unidos já fizeram o suficiente, enquanto 48% acham que o país poderia fazer mais.

    Em dezembro, a diretora de orçamento da Casa Branca, Shalanda Young, enviou uma carta ao presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, avisando que os Estados Unidos estavam ficando sem dinheiro para ajudar a Ucrânia. Na carta, ela tentava convencer a oposição dizendo que o financiamento poderia ser usado para contratos com empresas em estados como o Alabama, Texas e a Geórgia – beneficiando esses lugares.

    Mas os republicanos defendem cortes de gastos. As divergências são tantas, que até o Congresso americano não foi capaz sequer de entrar em um consenso para aprovar o orçamento para o próximo ano.

    É justamente nesse momento tão sensível que Zelensky viaja, se encontra com autoridades e faz discursos esperando que o mundo não vire as costas para a Ucrânia.