Biden reafirma compromisso com a Otan e reforça presença de tropas no Leste Europeu
Em pronunciamento, presidente americano afirmou que Vladimir Putin "falhou em seu objetivo de dividir o Ocidente"
Em pronunciamento divulgado nesta sexta-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o encontro que teve com líderes da Otan mostrou que a aliança está unida e comprometida "a trabalhar ainda mais em nossa defesa da liberdade e dos valores democráticos".
De acordo com Biden, os EUA ordenaram o envio de mais tropas para o Leste Europeu para "apoiar os aliados da Otan". O presidente americano ainda apoiou a decisão da aliança de ativar, pela primeira vez na história, a Força de Resposta, que vai mobilizar soldados dos aliados para a região.
Biden disse que o presidente russo Vladimir Putin "ameaça os próprios fundamentos da paz e segurança internacionais", e que os EUA "defenderão cada centímetro do território da Otan". O presidente americano reforçou o compromisso com o artigo 5º da aliança, que garante que qualquer país-membro tenha o apoio militar dos outros integrantes da Otan em caso de ameaça.
No comunicado, Biden disse que Putin "falhou em seu objetivo de dividir o Ocidente" e que a Otan permanecerá de portas abertas para países europeus que "compartilham nossos valores e que um dia possam procurar se juntar à nossa aliança".
Após a reunião com os líderes da Otan, Biden conversou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e elogiou "as ações corajosas do povo ucraniano que luta para defender seu país".
O presidente americano ainda reforçou o apoio econômico, humanitário e de segurança dos EUA à Ucrânia, e afirmou que se esforça para que outros países também forneçam assistência ao governo ucraniano.
Entenda o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer de quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.
Horas antes, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”.
O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
(Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN)


