Biden tem reunião com equipe de segurança nacional sobre crise de Rússia e Ucrânia

Encontro discutiu o avanço de soldados russos nas fronteiras ucranianas; EUA diz que violação de território irá causar consequências rápidas e severas

Presidente norte-americano, Joe Biden
Presidente norte-americano, Joe Biden REUTERS/Evelyn Hockstein

Nijuwa Mainada Reuters

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu neste sábado (22) com sua equipe de segurança nacional, incluindo o Conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan e o Conselheiro Steve Ricchetti no retiro presidencial de Camp David para discutir sobre “contínuas ações agressivas russas em relação à Ucrânia“, informou a Casa Branca.

“O presidente Biden foi informado sobre o atual estado das operações militares russas nas fronteiras da Ucrânia e discutiu nossos esforços contínuos para diminuir a situação utilizando da diplomacia e nossa gama de medidas de dissuasão que estão sendo coordenadas de perto com nossos aliados e parceiros, incluindo o envio de assistência de segurança à Ucrânia. O presidente Biden afirmou novamente que se a Rússia invadir ainda mais a Ucrânia, os Estados Unidos irão impor consequências rápidas e severas à Rússia com nossos aliados e parceiros”, acrescentou o comunicado da Casa Branca.

De acordo com o governo norte-americano, outros oficiais de segurança participaram da reunião através de chamadas de vídeo.

A reunião acontece no momento em que o Reino Unido acusou, neste sábado (22), o Kremlin de tentar instalar um líder pró-Rússia na Ucrânia e disse que oficiais de inteligência russos estiveram em contato com vários ex-políticos ucranianos como parte dos planos de uma invasão.

O Ministério das Relações Exteriores britânico se recusou a fornecer evidências para apoiar suas acusações, que ocorreram em um momento de altas tensões entre a Rússia e o Ocidente devido ao acúmulo de tropas russas perto de sua fronteira com a Ucrânia. Moscou insistiu que não tem planos de invasão.

As alegações britânicas ocorrem um dia depois que os principais diplomatas dos EUA e da Rússia não conseguiram fazer nenhum grande avanço nas negociações para resolver a crise sobre a Ucrânia, embora tenham concordado em continuar conversando.

A Rússia fez exigências de segurança aos Estados Unidos, incluindo a suspensão da expansão da Otan para o lado oriental e a promessa de que a Ucrânia nunca terá permissão para se juntar à aliança militar do ocidente.

A embaixada dos EUA na capital ucriana, Kiev, informou que a primeira remessa do pacote de suporte de segurança de US$ 200 milhões dos Estados Unidos chegou ao país.

Washington aprovou o pacote de US$ 200 milhões em dezembro.

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