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    Biden visitará a Polônia perto do aniversário de um ano da guerra na Ucrânia

    Polônia é um importante aliado dos Estados Unidos na Otan e tem papel estratégico no conflito no Leste Europeu

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em discurso na COP27
    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em discurso na COP27 Reprodução/CNN Brasil

    Kevin Liptakda CNN

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará a Polônia neste mês para marcar o aniversário de um ano da invasão da Ucrânia pela Rússia, retornando à região quando a guerra entra em uma nova fase, ainda sem um caminho para a paz.

    Biden planeja estar na Polônia entre 20 e 22 de fevereiro. A Casa Branca disse que ele se encontraria com o presidente polonês Andrzej Duda e outros líderes da região. O aniversário oficial da guerra entre os dois países acontece em 24 de fevereiro.

    “Ele quer falar sobre a importância da determinação e unidade da comunidade internacional no apoio à Ucrânia neste ano que está chegando”, disse John Kirby, coordenador de comunicações estratégicas do Conselho de Segurança Nacional.

    “Não seria ótimo se o presidente não tivesse que fazer uma viagem no aniversário de um ano de uma guerra que nunca deveria ter começado?” acrescentou Kirby. “Infelizmente, é onde estamos.”

    Kirby disse que Biden enviaria uma mensagem de apoio contínuo dos EUA aos esforços da Ucrânia.

    “Sabemos que as próximas semanas e meses serão difíceis e críticas, especialmente para suas próprias forças [ucranianas], e os Estados Unidos continuarão a apoiá-las”.

    Um ano atrás, Biden estava alertando com urgência o mundo sobre o acúmulo de tropas russas ao longo das fronteiras da Ucrânia. Na época, até mesmo alguns membros de seu próprio governo questionaram a capacidade dos ucranianos de resistir a uma invasão, prevendo a queda iminente de Kiev.

    Em vez disso, os combatentes ucranianos mantiveram a capital e continuam a resistir às tentativas russas de controlar o território, ajudados por um fluxo maciço de armas, munições e equipamentos ocidentais. A guerra tornou-se um conflito intenso, que as autoridades americanas dizem que pode durar meses ou até anos.

    O conflito chegou a moldar a política externa de Biden, com as consequências reverberando na economia global e levando a uma nova unidade entre os Estados Unidos e seus aliados europeus.

    Os assessores de Biden planejam há várias semanas como marcarão o aniversário da invasão, incluindo um discurso. Eles esperam enfatizar a resiliência do povo ucraniano e a importância da unidade nos meses incertos que seguirão.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está atualmente se preparando para uma esperada ofensiva russa na primavera, apelando aos governos ocidentais por assistência adicional e armamento para ajudar a sustentar a luta.

    Zelensky visitou Londres, Paris e Bruxelas nesta semana para entregar seus pedidos pessoalmente, em uma rara viagem fora de seu país que deu nova urgência a seus apelos.

    O líder ucraniano fez sua primeira viagem para fora da Ucrânia no fim do ano passado, quando foi a Washington e se encontrou com Biden no Salão Oval da Casa Branca. Em seguida, fez um pronunciamento ao Congresso norte-americano.

    Seu principal pedido tem sido por armas mais avançadas, incluindo caças e tanques, que ele diz serem necessários para conter os avanços russos.

    A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, também deve estar na Europa neste mês para participar da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, onde a guerra na Ucrânia será o principal assunto de discussão entre os líderes mundiais.

    A Polônia é um importante aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), abrigando milhares de soldados americanos, que também serve como um centro para transferências de armas ocidentais para a Ucrânia. Militares dos EUA também estão treinando tropas ucranianas no país.

    Biden visitou a Polônia pela última vez em março, viajando perto da fronteira com a Ucrânia para visitar tropas americanas e polonesas. Ele também se reuniu com refugiados que fugiam da Ucrânia após a invasão.

    Em um importante discurso proferido no Castelo Real de Varsóvia, Biden disse pela primeira vez que o presidente russo, Vladimir Putin, “não pode permanecer no poder”, chegando a pedir uma mudança de regime em Moscou.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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