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    Blinken diz que passagem de Rafah será reaberta e que EUA trabalham para levar assistência a Gaza

    Secretário de Estado dos EUA afirmou estar trabalhando com Egito, Israel e a ONU para liberar única saída restante para abastecimento, fechada durante a guerra

    Palestino espera na passagem de fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito
    Palestino espera na passagem de fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito Abed Rahim Khatib/aliança de imagens via Getty Images

    Da CNN

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse no domingo (15) que a passagem da fronteira controlada pelo Egito para Gaza seria reaberta e os EUA estavam trabalhando com o Egito, Israel e as Organização das Nações Unidas (ONU) para obter assistência através dela.

    Toneladas de materiais para ajuda humanitária de vários países, como alimentos e outros suprimentos, ficaram retidas na Península do Sinai, no Egito, durante dias, enquanto se aguarda um acordo para a sua entrega segura a Gaza e a evacuação de pessoas com passaportes estrangeiros através da passagem de Rafah.

    O Egito disse que intensificou os esforços diplomáticos para resolver o impasse.

    Israel instou os exaustos moradores de Gaza a evacuarem o sul antes da sua esperada invasão terrestre, o que centenas de milhares de pessoas já fizeram no enclave sitiado que abriga mais de 2 milhões de pessoas.

    O Hamas, que governa Gaza, disse às pessoas para ignorarem a mensagem de Israel.

    Veja também: Presidente de Israel à CNN: Monitoramos situação humanitária em Gaza

    Assistência humanitária

    Os Estados Unidos estão “trabalhando ativamente” para garantir que a assistência humanitária possa chegar a Gaza, disse Antony Blinken nesta segunda-feira (16).

    Numa mensagem curta no “X”, antigo Twitter, Blinken escreveu: “Apoiamos Israel enquanto ele se defende. Os Estados Unidos também estão trabalhando ativamente para garantir que o povo de Gaza possa sair do perigo e que a assistência de que necessita – alimentos, água, medicamentos – possa chegar.

    Gaza enfrenta uma crise humanitária crítica, com escassez de água, eletricidade, alimentos, combustível e medicamentos.

    A passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, a única saída restante para abastecimento, esteve fechada durante grande parte da semana passada.

    Encurralados em Gaza

    Meio milhão de residentes deixaram o norte de Gaza rumo ao sul, segundo Israel, à medida que o país se prepara para as próximas fases da sua guerra. Mais de 2.600 pessoas morreram em ataques aéreos israelenses na semana passada, disse o Ministério da Saúde palestino.

    O enclave é uma estreita faixa de terra, com apenas cerca de 40 quilômetros de comprimento e 11 quilômetros de largura – pouco mais do que o dobro do tamanho de Washington DC.

    A oeste fica o Mar Mediterrâneo, ao norte e a leste está Israel e o Egito está ao sul. É um dos dois territórios palestinos, sendo o outro a maior Cisjordânia ocupada por Israel, que faz fronteira com a Jordânia.

    Cerca de 2 milhões de pessoas estão amontoadas no território de pouco mais de 360 quilômetros quadrados. A esmagadora maioria das pessoas é jovem, com 50% da população com menos de 18 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas, disse no domingo que Gaza está ficando rapidamente sem água e eletricidade e que a população enfrenta grave escassez de alimentos e medicamentos.

    “Gaza está sendo estrangulada e parece que o mundo neste momento perdeu a sua humanidade. Se olharmos para a questão da água – todos sabemos que água é vida – Gaza está ficando sem água e Gaza está ficando sem vida”, Lazzarini disse.

    Rápida abertura de Rafah

    Os residentes que esperam sair de Gaza através da passagem de Rafah poderão receber “muito pouco aviso prévio” se esta for aberta, alertou a Embaixada dos EUA em Israel nesta segunda-feira (16).

    “Não está claro se, ou por quanto tempo, os viajantes terão permissão para transitar na travessia. Se você avaliar que é seguro, você pode querer se aproximar da passagem de fronteira de Rafah”, disse a embaixada, acrescentando que pode haver “muito pouco aviso se a passagem abrir e só poderá abrir por um tempo limitado”.

    Travessia de brasileiros

    Uma equipe da Embaixada do Brasil no Egito está na cidade de Ismailia, a cerca de 250 km da passagem de Rafah, à espera de sinal verde para acompanhar a travessia de brasileiros que estão na Faixa de Gaza.

    As negociações seguem em curso para a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. Os diplomatas, no entanto, ainda preferem não dar previsão sobre quando será possível deslocar os brasileiros.

    CNN apurou que 28 brasileiros aguardam repatriação em Gaza. Doze estão em Khan Younes e 16 já na região Rafah.

    Um avião presidencial — enviado na quinta-feira (12) especificamente para resgatar esse grupo de Gaza — segue em Roma, na Itália. Aguarda apenas autorização para seguir para o Egito.

    O governo brasileiro tem negociado em todas as frentes na tentativa de viabilizar um corredor humanitário.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou no sábado (14) para a autoridade Palestina Mahmoud Abbas. Na sexta (13), já havia conversado com o presidente de Israel, Isaac Herzog. Lula também telefonou para o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi.

    Além disso, o Itamaraty não descarta fazer contato com o próprio Hamas para negociar a retirada dos brasileiros.

    (Com informações de Tim Lister, Philip Wang e Jussara Soares, da CNN, e de Ariel Wee e Lion Schellerer, da Reuters)