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    Boris Johnson diz que Europa enfrenta “desastre crescente” com invasão da Ucrânia

    Johnson também alertou sobre a crescente crise humanitária decorrente da invasão russa da Ucrânia e afirmou que o Reino Unido poderá receber mais de 200 mil refugiados

    Refugiados acampam perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia
    Refugiados acampam perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images

    Helen ReganAdam RentonRob PichetaEd Uprightda CNN*

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    O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta terça-feira (1º) que a invasão da Ucrânia pela Rússia é pior do que ele esperava, acrescentando que a Europa agora está testemunhando um “desastre que se desenrola”. Acompanhe a cobertura especial da CNN.

    “Tenho medo de dizer que a tragédia que previmos aconteceu e, se alguma coisa, é pior do que nossas previsões. Estamos vendo um desastre se desenrolando no continente europeu”, disse Johnson.

    “Está claro que Vladimir Putin está preparado para usar táticas bárbaras e indiscriminadas contra civis inocentes para bombardear prédios, enviar mísseis para prédios, matar crianças, como estamos vendo em números crescentes”, acrescentou.

    Falando ao lado de seu colega polonês em Varsóvia, o primeiro-ministro britânico prestou homenagem à “liderança e coragem” demonstradas pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que, segundo ele, “inspirou e mobilizou” o mundo.

    Johnson também disse que o presidente russo Putin subestimou o “desejo apaixonado do povo ucraniano de defender e proteger seu próprio país”.

    “Estou absolutamente convencido – estou mais convencido do que nunca – à medida que este conflito hediondo avança, que Putin falhará. Acredito que Putin deve falhar e que teremos sucesso em proteger e preservar uma Ucrânia soberana, independente e democrática”, acrescentou.

    Sobre o tema das sanções econômicas impostas à Rússia pela Europa, Johnson disse que isso marca “um dos pacotes de sanções mais poderosos já avançados contra qualquer país nas últimas décadas”.
    “Isso claramente já está tendo um efeito dramático. Estamos prontos para intensificar e continuar pelo tempo que for necessário”, acrescentou.

    Refugiados deixam a Ucrânia

    Reino Unido pode receber mais de 200 mil refugiados

    O primeiro-ministro Boris Johnson também alertou nesta terça-feira sobre a crescente crise humanitária decorrente da invasão russa da Ucrânia. Segundo ele, o número de refugiados pode chegar a milhões sendo que 200 mil poderão ir para o Reino Unido.

    “Tornaremos mais fácil para os ucranianos que já vivem no Reino Unido trazerem seus parentes para o nosso país. Embora os números sejam difíceis de calcular, pode haver mais de 200 mil”, disse Johnson em Varsóvia.

    Os critérios para os ucranianos estão sendo ampliados para permitir que as pessoas que vivem na Grã-Bretanha tragam pais, irmãos, filhos e filhas adultos e avós, disse o porta-voz de Johnson a repórteres.

    Menos de uma semana depois que Moscou lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia, os líderes ocidentais estão procurando maneiras de ajudar as centenas de ucranianos que deixaram sua terra natal.

    A Polônia estimou que cerca de 350 mil pessoas cruzaram sua fronteira da Ucrânia desde quinta-feira passada (24), enquanto a União Europeia enfatizou a necessidade de se preparar para milhões de refugiados que entram no bloco.

    “Quando falei com o presidente (dos EUA) Biden na noite passada, nos concentramos na emergência humanitária que está começando agora. A invasão de Putin já custou a centenas de milhares de pessoas a fuga de suas casas, e devemos nos preparar para uma saída ainda maior, talvez na casa dos milhões”, acrescentou Johnson.

    Ele também prometeu até 220 milhões de libras (294,69 milhões de dólares) em ajuda humanitária e de emergência para a Ucrânia, e disse que a Grã-Bretanha tem 1.000 soldados de prontidão para ajudar na resposta humanitária nos países vizinhos, incluindo a Polônia.

    Lei bane navios ligados à Rússia de seus portos

    O Reino Unido disse nesta terça-feira que aprovou uma lei que proíbe todos os navios que tenham qualquer conexão com a Rússia de entrar em seus portos.

    O país havia dito na segunda-feira (28) que queria que todos os portos recusassem a entrada de navios com bandeira russa, registrados ou controlados enquanto elaborava uma nova legislação.

    “Acabamos de nos tornar a primeira nação a aprovar uma lei envolvendo a proibição total de todos os navios com qualquer conexão russa de entrar nos portos britânicos”, disse o secretário de Transportes Grant Shapps em publicação no Twitter.

    *(Com informações da Reuters)

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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