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    Brasil não classifica Hamas como terrorista pois segue determinações da ONU, diz Itamaraty

    Lista de entidades classificadas como terroristas estão incluídos o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, além de grupos menos conhecidos do grande público

    Hamas dispara foguetes em resposta aos ataques aéreos israelenses em Gaza
    Hamas dispara foguetes em resposta aos ataques aéreos israelenses em Gaza Foto de Ahmed Zakot/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

    Da CNN*

    São Paulo

    O governo federal divulgou uma nota nesta quinta-feira (12) explicando os motivos de não classificar o grupo extremista Hamas como terrorista.

    Segundo a publicação, o Brasil segue as qualificações estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

    O comunicado informa que as especificações de entidades como terroristas são determinadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão encarregado de velar pela paz e pela segurança internacionais.

    De acordo com a nota, a lista de entidades que são classificadas como terroristas pelo Conselho estão incluídos o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, além de grupos menos conhecidos do grande público.

    Explica ainda que seguindo os princípios das relações internacionais, o Brasil repudia o terrorismo em todas as suas formas e manifestações.

    Um grupo de 61 deputados federais deseja que o Ministério das Relações Exteriores classifique o grupo radical islâmico Hamas como “organização terrorista”. O objetivo é que a Câmara formalize um pedido para o Itamaraty.

    “A declaração oficial do Hamas como organização terrorista é de extrema importância para que o governo brasileiro possa tomar medidas firmes contra a organização”, diz a indicação protocolada nesta quarta-feira (11) pelos parlamentares. O documento faz parte de um movimento de pressão da oposição.

    A indicação tem o caráter de sugestão e não precisa ser votada pelo plenário da Casa. O documento é entregue à Mesa Diretora, que pode ou não dar encaminhamento para ele. Ainda que chegue ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o documento não provoca qualquer tipo de obrigação.

    Ação do governo

    Em reunião por videoconferência com ministros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (12), que o Brasil apresente, durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), uma proposta de corredor humanitário na Faixa de Gaza.

    Participaram do encontro o chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim; o ministro da Defesa, José Múcio Vieira; o ministro da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo; o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, e o chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Marco Aurélio.

    Confira a nota na íntegra

    “No tocante à qualificação de entidades como terroristas, o Brasil aplica as determinações feitas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão encarregado de velar pela paz e pela segurança internacionais, nos termos do Artigo 24 da Carta da ONU.”

    “O Conselho de Segurança mantém listas de indivíduos e entidades qualificados como terroristas, contra os quais se aplicam sanções. Estão incluídos o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, além de grupos menos conhecidos do grande público.”

    “A prática brasileira, consistente com a Carta da ONU, habilita o país a contribuir, juntamente com outros países ou individualmente, para a resolução pacífica dos conflitos e na proteção de cidadãos brasileiros em zonas de conflito – a exemplo do que ocorreu, em 2007, na Conferência de Anápolis, EUA, com relação ao Oriente Médio.”

    Veja também: Itamaraty quer debater classificação do Hamas na ONU

    *Publicado por Diego Mendes.