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    Brasil ocupa 58ª posição entre os 111 países avaliados em domínio do inglês

    Argentina, Costa Rica e Cuba foram os países com melhor domínio do inglês na América Latina

    Sala de aula em escola.
    Sala de aula em escola. Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Da CNN

    A Argentina, a Costa Rica e Cuba obtiveram pontuações destacadas no Índice de Proficiência em Inglês, relatório da empresa EF que estuda como e onde o nível do idioma está se desenvolvendo no mundo. O Brasil ocupa a 58ª posição entre 111 países, e apresenta nível “moderado” do idioma, com 505 pontos, de um total de 700.

    O relatório, que mediu a proficiência em inglês em 111 nações e incluiu testes de 2,1 milhões de pessoas, mostrou resultados positivos nas Américas Central e do Sul, já que essas regiões “melhoraram consideravelmente seu nível de inglês na última década”, segundo o relatório, e que a melhoria na proficiência em inglês é “uma das melhores do mundo e praticamente homogênea”.

    No entanto, diz o relatório, as notas entre os jovens caíram significativamente desde 2020, uma causa que o relatório cita como fechamento de escolas durante a pandemia de Covid-19.

    O dado coincide com um relatório da UNESCO de 2022 que diz que a pandemia de Covid-19 “fechou escolas em todo o mundo, interrompendo a educação de 1,6 bilhão de alunos em seu pico e exacerbou as desigualdades de gênero”.

    Este relatório mede apenas o nível de inglês onde o inglês não é o idioma nativo.

    A proficiência em inglês na América Latina é “baixa” em comparação com outras regiões, como Europa e Ásia, e maior do que em regiões como África e Oriente Médio, de acordo com o relatório.

    Em termos de cidades, Buenos Aires e San José também se destacam entre as de maior nível de proficiência em inglês, seguidas por Santiago, no Chile.

    Pontuação e classificação

    As pontuações são medidas de 1 a 800 pontos, e são atribuídas à faixa de nível do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, QECR, (faixas conhecidas como A1, A2, B1, B2, C1, C2), para delimitar os grupos com um nível de inglês semelhante e compará-los entre si, de acordo com a EF.

    • A classificação “muito elevada” corresponde ao nível C1;
    • A classificação “alta” e “moderada” corresponde ao nível B2;
    • A classificação “baixa” corresponde ao nível B1;
    • A classificação “muito baixo” corresponde ao nível A2.

    A idade média das pessoas pesquisadas que forneceram informações foi de 25 anos.

    Os testes foram realizados apenas em pessoas que concordaram voluntariamente e incluíram apenas cidades onde houve mais de 400 pessoas testadas, portanto, segundo a EF, “não é garantido que seja representativo”.

    Os países com o melhor domínio do inglês

    Globalmente, Holanda, Cingapura e Áustria foram os países com as maiores pontuações de proficiência em inglês, com proficiência “Muito Elevada”.

    Na América Latina, a Argentina se classificou como o país mais bem avaliado com proficiência “alta” em inglês com uma pontuação de 562 pontos em 700. É o único com uma pontuação “alta” entre 20 países latino-americanos. E ocupa o 30º lugar entre 111 países do mundo onde os testes foram feitos.

    Em seguida, a Costa Rica, que se classificou com um domínio “moderado” e uma pontuação de 536 pontos. Ocupa a 37ª posição no ranking. Sua capital, San José, tem um domínio “alto” e obteve uma pontuação ligeiramente superior à do país como um todo (558 pontos).

    Em terceiro lugar está Cuba, cuja pontuação é de 536 pontos e ocupa o 38º lugar no ranking mundial de proficiência em inglês, com Havana entre as cidades que têm um domínio “moderado” do inglês, segundo este ranking.

    Por outro lado, cinco países tiveram pontuação “baixa” em inglês, com pontuação abaixo de 500 pontos (em 700): Nicarágua, Venezuela, Panamá, Colômbia e Equador. Desse grupo, a Nicarágua e o Equador foram os países que apresentaram maior tendência de aperfeiçoamento linguístico, segundo o relatório.

    E, por último, estão o México e o Haiti, que obtiveram classificação de “muito baixo” com pontuação abaixo de 450 pontos.

    Os países do mundo com as classificações mais baixas de proficiência em inglês são o Iêmen, a República Democrática do Congo e o Laos.

    Confira a classificação da América Latina entre os 111 países:

    Domínio alto

    • 30. Argentina

    Domínio moderado

    • 37. Costa Rica
    • 38. Cuba
    • 43. Paraguai
    • 44. Bolívia
    • 45. Chile
    • 49. Uruguai
    • 50. El Salvador
    • 51. Peru
    • 53. República Dominicana
    • 58. Brasil
    • 58.Guatemala

    Domínio baixo

    • 61. Nicarágua
    • 67. Venezuela
    • 75. Panamá
    • 77. Colômbia
    • 82. Equador

    Muito baixo

    • 88. México
    • 98. Haiti

    A importância de aprender um segundo idioma

    O relatório aponta a importância do aprendizado do inglês como segunda língua pelo fato de quase um terço da população mundial falar o mesmo idioma, e também contar com conectividade tecnológica “para compartilhar conhecimentos independentemente das limitações geográficas”.

    Por esta razão, diz o relatório, aprender inglês “oferece oportunidades para as pessoas trabalharem, aprenderem e compartilharem suas experiências de forma mais ampla”.

    E isso é evidenciado por um desafio: ampliar o acesso às oportunidades, seja por meio da tecnologia, seja por ter mais professores que falem bem o inglês, seja por torná-lo atraente em escolas de áreas rurais ou de baixa renda.

    A tecnologia também é um fator que ampliou a oferta e a demanda de aprender inglês.

    Além disso, o relatória acrescenta que aprender inglês e o interesse em adquirir esse conhecimento não se deve ao fato de o idioma ter algum valor inerente. Em vez disso, diz o estudo, é “um conglomerado de circunstâncias econômicas e tecnológicas históricas e atuais”, acrescentando que “o momento atual é um exemplo clássico do efeito de rede: quanto mais as pessoas falam inglês, mais útil se torna e, portanto, entra um ciclo de feedback positivo.

    (Publicado por Anna Gabriela Costa, da CNN)

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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