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    Brics chegam a acordo para entrada de cinco novos países membros, dizem fontes

    Líderes vão convidar Irã, Arábia Saudita, Egito, Argentina e Emirados Árabes para participar do grupo, dizem fontes diretamente envolvidas nas negociações

    Américo Martins

    Enviado especial a Joanesburgo

    Os líderes dos Brics chegaram a um consenso e vão convidar cinco países para serem os novos membros do bloco. Segundo apurou a CNN com uma fonte diretamente ligada às negociações, o anúncio dos convites será feito na manhã desta quinta-feira (24), dia do encerramento da 15ª Cúpula dos Líderes dos Brics.

    Os cinco novos membros dos Brics serão:

    • Argentina
    • Arábia Saudita
    • Egito
    • Emirados Árabes Unidos
    • Irã

    A Indonésia, que também poderia ter sido convidada, decidiu, durante a cúpula, esperar mais tempo para considerar a adesão ao grupo.

    Todos os países serão membros plenos, com os mesmos direitos das nações originárias: Brasil, Rússia, Índia e China – e da África do Sul, que se incorporou em 2011.

    O processo de adesão vai ocorrer durante um ano e espera-se que todos os novos membros já estejam presentes na próxima cúpula de líderes, na Rússia, em 2024.

    O Brasil defendeu a entrada da Argentina, parceiro comercial do Mercosul. Segundo negociadores, não houve polêmica relacionada à entrada do país, que enfrenta séria crise econômica.

    A adesão em conjunto do Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, todas ditaduras, garantiu um equilíbrio ao bloco, já que há rivalidades importantes entre eles.
    Irã e Arábia Saudita são grandes adversários regionais, que só reataram relações diplomáticas recentemente – graças à mediação da China, que queria os dois países no bloco.

    Além disso, poderia ser mal interpretado no mundo muçulmano um convite para dois países de maioria sunita (Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) sem o mesmo aceno a um país de maioria xiita (o Irã).

    A decisão de ampliar o grupo contempla os interesses da China e da Rússia, que pretendem usar os Brics como uma espécie de contraponto ao G7, liderado pelos Estados Unidos, e a outras entidades de governança global.

    A ideia da ampliação vinha sendo discutida há anos, mas tomou grande impulso recentemente por conta da disputa geopolítica cada vez mais acirrada entre China e Estados Unidos, as duas maiores economias do mundo, e pelo isolamento da Rússia por causa da invasão da Ucrânia.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, negou que a intenção dos Brics seja a de fazer contraponto a qualquer outro grupo, seja “o G-7, o G-20 ou mesmo os Estados Unidos”.

    Uma fonte muito próxima de Lula também disse que o principal interesse dos Brics é defender os interesses do grupo dentro de uma ordem global que vem mudando com muita rapidez e se transformando num mundo multipolar.

    Um dos pedidos do Brasil para aceitar a entrada de novos membros era uma declaração clara da China e da Rússia de que defendem que o país tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

    Segundo os negociadores, o comunicado final a ser divulgado na quinta-feira (24) deve incluir uma linguagem clara de reforma do Conselho de Segurança, mas sem apoio explícito a nenhum país.

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