Campanha de Biden adota medidas extras para protegê-lo da Covid-19
Candidato irá realizar diversos testes de Covid-19 durante a semana e discursar de máscara mesmo que esteja sozinho no pódio

Inquieta por ver o marido próximo demais de alguns jornalistas enquanto respondia a perguntas na segunda-feira (5), Jill Biden aproximou-se do candidato presidencial de 77 anos e o puxou para trás.
As pessoas do entorno de Joe Biden estão adotando medidas adicionais para proteger o autodenominado "político tátil" [candidado que gosta de interagir de forma próxima com as pessoas] de uma pandemia que já chegou à Casa Branca, infectando o próprio presidente Donald Trump.
A campanha de Biden – assombrada pelo diagnóstico de Covid-19 de Trump poucos dias depois do debate com o ex-vice-presidente cara a cara, mas não disposta a tirá-lo de circulação tão perto da eleição de 3 de novembro – disse que o candidato fará exames de detecção do vírus várias vezes por semana, e não mais só uma vez por semana.
Biden também passou a usar máscaras nos eventos de campanha até quando está sozinho em um pódio.
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As duas mudanças assinalam um novo protocolo para a campanha, que encara o novo coronavírus como uma ameaça existencial. Semana atrás, instado a identificar o maior risco à campanha, um dos assessores de Biden foi direto: "um acontecimento médico".
Antes de sua própria hospitalização na sexta-feira devido à contaminação, inclusive durante o debate, Trump zombou de Biden diversas vezes pelo fato de o democrata se proteger contra a doença.
Um conselheiro de Biden, que pediu para não ser identificado, disse que o desenrolar dos acontecimentos relativos à saúde de Trump validou a abordagem "segurança acima de tudo", que foi desdenhada até por alguns democratas, receosos de que Biden estivesse sendo cauteloso demais e não viajando o suficiente.