Carro atropela multidão e mata seis pessoas na Bélgica

Entre 150 e 200 pessoas estavam reunidas para se preparar para o desfile anual de carnaval no país

Robin Emmott, Mark Heinrich e Mark Potter, da Reuters
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Um carro colidiu em alta velocidade com um grupo de carnavalescos belgas que preparava um desfile na manhã deste domingo (20), matando seis pessoas e ferindo gravemente outras dez, disseram autoridades locais.

"Não há elementos que sugiram que o ataque teve motivação terrorista", disse o promotor Damien Verheyen, em entrevista coletiva.

A polícia negou relatos da mídia de que o carro estava envolvido em uma perseguição em alta velocidade.

O incidente ocorreu na vila de Strepy-Bracquegnies, no sul da Bélgica. Jacques Gobert, prefeito da cidade vizinha de La Louviere, declarou que entre 150 e 200 pessoas estavam reunidas para se preparar para o desfile anual, envolvendo fantasias e tambores, quando o veículo apareceu.

"Um carro em alta velocidade atingiu a multidão (...) O motorista então continuou seu caminho", disse Gobert.

As duas pessoas que estavam no veículo – posteriormente interceptado – foram detidas. A polícia disse que eles eram moradores locais na faixa dos 30 anos e não eram conhecidos anteriormente pela polícia.

A ministra do Interior belga, Annelies Verlinden, também se pronunciou sobre o ocorrido.

"As mais profundas condolências às famílias e amigos dos mortos e feridos no incidente desta manhã em Strépy. O que era para ser uma grande festa se transformou em um drama. Estamos monitorando a situação de perto".

Atirar veículos contra multidões se tornou mais comum como arma usada por militantes na Europa e supremacistas brancos nos Estados Unidos porque esses ataques são baratos, fáceis de organizar e difíceis de prevenir, dizem especialistas. A Bélgica tentou erradicar pessoas suspeitas de ligações extremistas nos últimos sete anos.

Uma célula do Estado Islâmico com sede em Bruxelas esteve envolvida em ataques a Paris em 2015 que mataram 130 pessoas e a Bruxelas em 2016, nos quais 32 morreram.