Dois carros-bomba explodem e deixam pelo menos 100 pessoas mortas na Somália
Ninguém reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo ataque, embora o presidente culpou o grupo islâmico Al Shabaab

Pelo menos 100 pessoas morreram e 300 ficaram feridas em dois carros-bomba que explodiram em frente ao Ministério da Educação na capital da Somália, Mogadíscio, no sábado (29), disse o presidente do país em comunicado na manhã deste domingo (30).
"Nosso povo que foi massacrado... incluía mães com seus filhos nos braços, pais com problemas de saúde, estudantes enviados para estudar, empresários que lutavam pela vida de suas famílias", disse o presidente Hassan Sheikh Mohamud após visitar o local da explosão.
A primeira das explosões atingiu o Ministério da Educação perto de um cruzamento movimentado em Mogadíscio. A segunda ocorreu quando as ambulâncias chegaram e as pessoas se reuniram para ajudar as vítimas.
A onda de choque quebrou janelas nas proximidades. Sangue cobriu o asfalto do lado de fora do prédio.
Mohamud disse que o número de vítimas pode aumentar. Ele havia instruído o governo a fornecer assistência médica imediata aos feridos, alguns dos quais estavam em estado grave.
O ataque ocorreu no mesmo local do maior atentado à bomba da Somália, que matou mais de 500, no mesmo mês de 2017. Nessa explosão, um caminhão-bomba explodiu do lado de fora de um hotel movimentado no cruzamento K5, repleto de escritórios do governo, restaurantes e quiosques.
Ninguém reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo ataque, embora o presidente culpou o grupo islâmico Al Shabaab.
O Al Shabaab normalmente evita assumir a responsabilidade por ataques que resultam em um grande número de vítimas.


