Chanceler alemão pede a Netanyahu para pôr fim aos ataques no Líbano
Friedrich Merz encorajou o primeiro-ministro israelense a iniciar negociações de paz diretas com o governo libanês

O chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para cessar as hostilidades no Líbano, onde Israel afirma estar atacando o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Merz encorajou Netanyahu a iniciar negociações de paz diretas com o governo libanês e enfatizou que o Hezbollah deveria se desarmar, segundo o porta-voz do governo, Stefan Kornelius.
Merz também expressou sua “grave preocupação” com os acontecimentos nos territórios palestinos em um telefonema com Netanyahu esta noite. O líder alemão exigiu que “não haja anexação parcial de fato da Cisjordânia”.
Diplomatas israelenses e libaneses devem se reunir para negociações em Washington nesta terça-feira (13). O presidente libanês, Joseph Aoun, disse esperar que a reunião resulte em um cessar-fogo.
As forças armadas de Israel e o Hezbollah continuam a trocar ataques, e as autoridades libanesas afirmam que mais de 2 mil pessoas foram mortas no país desde 2 de março.
Negociações em Washington
Líbano e Israel concordaram em realizar uma reunião na terça-feira (14), na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, para discutir o anúncio de um possível cessar-fogo, informou a presidência libanesa nas redes sociais nesta sexta-feira (10).
O encontro também servirá para autoridades debaterem a data de início da negociação entre os dois países.
A reunião foi acertada durante uma ligação entre o embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e a embaixadora libanesa nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, com participação do embaixador americano no Líbano.
A CNN havia noticiado anteriormente que os embaixadores dos três países realizariam conversas em Washington nesta sexta, com o objetivo de garantir futuras negociações.
O Líbano havia afirmado anteriormente que não negociaria sem um cessar-fogo, e Israel rejeitou a ideia de encerrar as hostilidades com o Hezbollah como condição para as negociações.
Também nesta sexta, o Hezbollah pediu ao governo libanês que não negocie com Israel após dias de intensos bombardeios.
Os dias que se seguiram ao início do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã deixaram centenas de mortos no Líbano. A quarta-feira (8) foi o dia mais mortal no país desde setembro de 2024, com mais de 350 mortos e mais de 1.200 feridos.



