Chefe do Pentágono ameaça Irã com retomada de ataques caso não haja acordo

Secretário de Defesa Pete Hegseth garantiu que Washington tem capacidade e estoques adequados para possível ofensiva

Jun Yuan Yong, Shri Navaratnam e Raju Gopalakrishnan, da Reuters
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Os Estados Unidos estão prontos para retomar os ataques contra o Irã caso um acordo não seja alcançado, afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, neste sábado (30).

"Nossa capacidade de retomar os ataques, se necessário... somos mais do que capazes", declarou Hegseth em Singapura. "Nossos estoques são mais do que adequados para isso, tanto lá quanto ao redor do mundo, então estamos em uma posição muito boa", acrescentou.

Hegseth, falando no Diálogo de Shangri-La, o principal fórum da Ásia para líderes de defesa, militares e diplomatas, disse que os EUA não viraram as costas para a região da Ásia-Pacífico, apesar do conflito com o Irã.

"Podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo. Estamos impulsionando nossa base industrial de defesa para que possamos produzir duas, três, quatro vezes mais munições em breve, para garantir que todos os nossos planos (operacionais) sejam devidamente financiados em todo o mundo", comentou ele.

O chefe do Pentágono afirmou que o presidente americano Donald Trump é "paciente" e deseja chegar a um "grande acordo" que garanta que o Irã não obtenha armas nucleares.

Na sexta-feira (30), Trump disse que se reuniria em uma sala segura da Casa Branca para tomar uma "decisão final" sobre uma proposta para encerrar a guerra com o Irã.

Essa proposta estenderia o cessar-fogo do início de abril por mais 60 dias, dando aos negociadores tempo para chegar a um acordo definitivo para o fim do conflito.

A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e causou prejuízos econômicos globais, elevando os preços da energia devido ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz feito por Teerã.