China está “do lado certo da história” na guerra da Ucrânia, diz chanceler chinês

Wang Yi reforçou que o país não vai ceder à pressão externa e irá continuar com "julgamentos independentes"

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi
Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi Foto: Greg Baker/Pool via Getty Images

Isaac Yeeda CNN

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O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse neste domingo (20) que “o tempo provará que a posição da China está do lado certo da história” sobre a guerra na Ucrânia.

“A China continuará a fazer julgamentos independentes com base nos méritos do assunto e em uma atitude objetiva e justa. Nunca aceitaremos qualquer coerção e pressão externa, e também nos opomos a quaisquer acusações e suspeitas infundadas contra a China”, disse Wang Yi a repórteres, segundo um comunicado do ministério chinês.

O chanceler afirmou que “a solução de longo prazo é abandonar a mentalidade da Guerra Fria, abster-se de se envolver em confrontos de grupos e realmente formar uma arquitetura de segurança regional equilibrada, eficaz e sustentável. Só assim pode ser alcançada a estabilidade a longo prazo no continente europeu“.

Os comentários do ministro acontecem depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, na última sexta-feira (18), na tentativa de dissuadir a China de ajudar a Rússia em sua guerra contra a Ucrânia.

“A China tem que tomar uma decisão por si mesma sobre onde quer se posicionar e como quer que os livros de história olhem para eles e vejam suas ações”, disse na época o secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. “Essa é uma decisão para o presidente Xi tomar”, completou.

Embora a China não tenha condenado abertamente a invasão russa da Ucrânia, também não ofereceu apoio explícito.

Especialistas acreditam que Pequim está navegando em uma posição complexa à medida que a crise na Ucrânia se intensifica, tentando equilibrar sua parceria estratégica com Moscou e também mantendo laços econômicos com o Ocidente.

O governo americano tem observado a situação com cautela enquanto Xi cultiva uma estreita parceria com o presidente russo Vladimir Putin, acreditando que a aliança de líderes autoritários está se posicionando para se opor militar e economicamente aos EUA. Durante conversas em Pequim no mês passado, Xi e Putin declararam em uma longa declaração que o relacionamento entre os dois países era ilimitado.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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