China registra primeiro caso da variante Ômicron no país

Infecção foi descoberta em um viajante que chegou à China no último dia 9 de dezembro, diz jornal. Governo ainda não forneceu mais detalhes

Profissional de saúde usando trajes de proteção coleta amostra para exame de detecção de Covid-19 em Zunyi, na China
Profissional de saúde usando trajes de proteção coleta amostra para exame de detecção de Covid-19 em Zunyi, na China Reuters

Reuters*

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Autoridades de saúde da cidade de Tianjin, no norte da China, detectaram o primeiro caso da variante Ômicron do coronavírus no país, afirmou o jornal Tianjin Daily, ligado ao governo, nesta segunda-feira (13).

A infecção foi descoberta em um viajante que chegou à China no último dia 9 de dezembro, diz o jornal, acrescentando que o paciente está atualmente sob isolamento em um hospital.

A linhagem foi relatada pela primeira vez à OMS pela África do Sul no dia 24 de novembro. O sequenciamento do genoma revelou que a variante Ômicron foi responsável por todas as 77 amostras de vírus analisadas em Gauteng, onde fica a cidade de Joanesburgo, coletadas entre 12 e 20 de novembro.

 

Olímpiadas de Inverno estão mantidas

Apesar do temor mundial provocado pela variante Ômicron do coronavírus, as autoridades da China afirmaram que esperam realizar a Olimpíada de Inverno de 2022 “sem problemas” e dentro do cronograma. A competição acontecerá entre os dias 4 e 20 de fevereiro de 2022.

Pequim está preparada para sediar os Jogos, sem espectadores estrangeiros e com todos os atletas e funcionários relacionados contidos em uma “bolha” e sujeitos a testes diários para Covid-19.

Sob sua política “Covid zero”, a China adotou o que está entre as medidas de prevenção para a Covid-19 mais rígidas do mundo.

“Acredito que certamente [a Ômicron] representará algum desafio aos nossos esforços para prevenir e controlar o vírus, mas como a China tem experiência na prevenção e controle do coronavírus, acredito plenamente que a China será capaz de sediar a Olimpíada de Inverno conforme programado, de maneira suave e com sucesso”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, em uma coletiva de imprensa em 30 de novembro.

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