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    Fala de ex-assessora da Casa Branca é “bomba” para Trump, avaliam aliados

    Ao comitê da Câmara dos EUA que investiga o ataque ao Capitólio, Cassidy Hutchinson detalhou ações agressivas do então presidente

    Cassidy Hutchinson, em depoimento ao comitê da Câmara dos EUA
    Cassidy Hutchinson, em depoimento ao comitê da Câmara dos EUA Getty Images

    Gabby OrrPamela Brownda CNN

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    Assessores do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ficaram sem palavras após à primeira metade do depoimento de Cassidy Hutchinson na terça-feira (28), reconhecendo à CNN que seu depoimento foi “uma bomba” com repercussões potencialmente enormes para Trump.

    Trump já estava se preparando para um dia tenso de depoimentos de Hutchinson, que disse anteriormente ao comitê seleto da Câmara dos EUA que o ex-presidente aprovava as ameaças violentas de manifestantes contra o vice-presidente Mike Pence em 6 de janeiro de 2021.

    “Isso é uma bomba. É impressionante. É chocante. Não tenho palavras. É simplesmente impressionante”, disse um conselheiro do ex-presidente. “Isso pinta uma imagem de Trump completamente desequilibrado e perdendo completamente o controle que, para sua base, pensa nele como alguém que está no comando o tempo todo”, acrescentou.

    O conselheiro, que está em uma conversa em grupo com vários outros assessores e aliados de Trump durante a audiência, disse que “ninguém está levando isso com ânimo leve”. “Pela primeira vez desde que as audiências começaram, ninguém está ignorando isso”, disse.

    Outro aliado de Trump disse à CNN que o depoimento de Hutchinson, ex-assessora de alto escalão do chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, selaria o destino de Meadows como “persona non grata” para o ex-presidente.

    “Esta é uma das razões pelas quais [Trump] está furioso com Meadows. Ele já estava congelado, mas agora será persona non grata”, afirmou.

    As surpreendentes revelações do depoimento de Hutchinson sobre o comportamento errático e o estado de espírito de Trump em 6 de janeiro podem tornar mais fácil para os candidatos republicanos à presidência desafiarem o ex-presidente em uma eleição primária, acrescentou o aliado de Trump.

    “Este é basicamente um comercial de campanha para (o governador da Flórida) Ron DeSantis 2024”, disse.

    Trump afirma que mal conhece Hutchinson

    Trump, como costuma fazer com assessores e aliados de quem já esteve próximo, mas depois se voltou contra ele, afirmou na terça-feira que “mal conhece” Hutchinson e que rejeitou pessoalmente um pedido que ela fez para se juntar à sua equipe pós-presidência em Mar-a-Lago.

    “Quando ela pediu para ir com alguns outros da minha equipe para a Flórida depois de eu ter cumprido um mandato completo, eu pessoalmente recusei seu pedido”, disse Trump em sua rede social.

    Trump tentou classificar o testemunho de Hutchinson como vingança, alegando que ela estava “muito chateada e irritada por eu não a querer” em sua residência em Palm Beach.

    A tentativa do ex-presidente de se distanciar de Hutchinson, a quem ele descreveu como “más notícias” na terça, ocorreu depois que o comitê demonstrou o quão perto ela estava do Salão Oval como assistente de Meadows. Vários ex-assessores da Casa Branca também atestaram publicamente a proximidade de Hutchinson com Trump e seu chefe de gabinete.

    Donald Trump e seu último chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows / Reprodução/Instagram

    “Qualquer pessoa que subestime o papel de Cassidy Hutchinson ou seu acesso à Ala Oeste não entende como a Casa Branca de Trump funcionou ou está tentando desacreditá-la porque tem medo de quão condenável é esse testemunho”, disse a ex-vice-secretária de imprensa da Casa Branca Sarah Matthews.

    Em resposta a isso, um ex-assessor da Casa Branca disse: “Todos no alto escalão da Casa Branca a conheciam. E mesmo que Trump não soubesse o nome dela, ele certamente a reconheceu. Ela viajou no Air Force One com Mark em todas as viagens”.

    O episódio mais surpreendente para alguns assessores foi quando Hutchinson contou um incidente sobre o qual ela ouviu falar, onde Trump supostamente tentou assumir o controle do volante do veículo presidencial para que pudesse ir ao Capitólio em 6 de janeiro.

    Trump estava nervoso com o testemunho

    Trump já havia negado o depoimento vazado de Hutchinson, alegando em sua plataforma Truth Social no início deste mês que “nunca disse, ou sequer pensou em dizer, ‘Enforquem Mike Pence'”.

    “Esta é uma história inventada por alguém que quer se tornar uma estrela ou uma notícia falsa!”, escreveu à época.

    Mas uma pessoa próxima a Trump disse que o ex-presidente estava nervoso com a audiência de terça-feira. Antes do depoimento, essa pessoa disse que Trump estava se sentindo triunfante em meio a decisões consecutivas da Suprema Corte protegendo o direito de porte de arma e acabando com o direito constitucional ao aborto.

    “Ele definitivamente não esperava uma reviravolta como essa”, disse.

    O ex-presidente e seus aliados planejam classificar Hutchinson como uma assessora júnior que tinha pouca influência dentro da Ala Oeste, apesar de sua proximidade com a então presidente e seu então chefe de gabinete.

    Hutchinson serviu no Escritório de Assuntos Legislativos antes de se tornar um dos principais assessores de Meadows e foi testemunha ocular de vários episódios importantes que antecederam 6 de janeiro, além de testemunhar algumas das reações em tempo real de Trump naquele dia.

    Trump estava especificamente preocupado com o que Hutchinson poderia dizer sobre seu estado de espírito e a resposta aos manifestantes em 6 de janeiro, disse uma segunda pessoa próxima a ele.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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