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    Chuva recorde deixa pelo menos oito mortos na capital da Coreia do Sul

    Seul registrou queda de energia em algumas regiões, além de deslizamentos de terra e inundações

    Joori Rohda Reuters

    Pelo menos oito pessoas morreram em Seul, capital de Coreia do Sul, durante a noite de segunda-feira (8), disseram autoridades locais, depois que chuvas torrenciais cortaram a energia, causaram deslizamentos e deixaram estradas e metrôs submersos.

    A parte sul de Seul recebeu mais de 100 mm de chuva por hora na segunda, com parte da cidade recebendo até 141,5 mm de chuva, a pior tempestade em décadas, segundo a Administração Meteorológica da Coreia (KMA).

    A precipitação acumulada em Seul entre meia-noite de segunda e manhã desta terça-feira (9) ficou em 420 mm, com previsão de mais chuva.

    No chamativo e altamente concentrado distrito de Gangnam, alguns prédios e lojas foram inundados e ficaram sem energia, enquanto carros, ônibus e estações de metrô ficaram submersos, deixando pessoas presas.

    “Eu estava perto da estação de Gangnam na noite passada quando a chuva se intensificou, com trovões e relâmpagos a cada 30 segundos”, disse Lee Dongha, um funcionário de escritório em Seul. “De repente, ônibus, estações de metrô e ruas ficaram submersos, e foi aí que decidi rapidamente reservar uma acomodação, pois não queria ficar parado, sem ter para onde ir.”

    Pelo menos cinco pessoas morreram em Seul e outras duas na província vizinha de Gyeonggi no início de terça, informou a Sede Central de Contramedidas de Desastres e Segurança.

    Quatro morreram depois de ficarem presos em prédios inundados, acredita-se que um tenha sido eletrocutado, uma pessoa foi encontrada sob os destroços de um ponto de ônibus e outra morreu em um deslizamento de terra.

    Pelo menos nove pessoas ficaram feridas, enquanto seis estão desaparecidas. A Sede elevou o alerta de crise ao máximo e solicitou que as organizações ajustassem seus horários de trabalho.

    A KMA emitiu alertas de chuva forte em toda a capital e na área metropolitana de 26 milhões de habitantes, bem como em partes das províncias de Gangwon e Chungcheong.

    O presidente Yoon Suk-yeol presidiu uma reunião de resposta de emergência, ordenando que as autoridades se concentrassem na prevenção de mortes e no controle e recuperação de áreas inundadas. A KMA espera que chuvas fortes na parte central do país continuem pelo menos até quarta-feira (10).

    Embora a Coreia do Sul frequentemente sofra fortes chuvas no verão, “um aumento tão acentuado na precipitação e chuvas torrenciais frequentes não podem ser explicados sem a grande tendência das mudanças climáticas”, disse à Reuters um funcionário da KMA, que falou em condição de anonimato.