Comissão da UE rejeita apoiar candidatura da Geórgia para adesão ao bloco

Presidente do órgão executivo do bloco citou necessidade de reformas para atingir os critérios estabelecidos para os países membros

Comissão da União Europeia apoiou status de candidatos ao bloco para a Ucrânia e a Moldova
Comissão da União Europeia apoiou status de candidatos ao bloco para a Ucrânia e a Moldova Yves Herman/Reuters

Sabine SieboldMarine Straussda Reuters

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A Geórgia precisa atender a certas condições antes de receber o status de candidato a membro da União Europeia, disse a Comissão Europeia nesta sexta-feira (17) ao rejeitar o pedido do país.

“Deve ser concedido o status de candidato uma vez que várias prioridades tenham sido abordadas”, disse a Comissão em um comunicado.

“Para ter sucesso, o país deve agora se unir politicamente para traçar um caminho claro para uma reforma estrutural em linha com a União Europeia – um caminho que defina concretamente as reformas necessárias, integre a sociedade civil e se beneficie de amplo apoio político”, disse o comunicado da presidente do executivo do bloco, Ursula von der Leyen, em entrevista coletiva.

A resposta ao pedido de candidatura do país foi dada no mesmo dia em que a Comissão declarou o apoio à designação da Moldova e da Ucrânia como “Estados candidatos” à entrada no bloco.

Von de Leyen afirmou que o suporte está condicionado à realização de uma série de reformas no país. “Na opinião da Comissão, a Ucrânia demonstrou claramente a aspiração e determinação do país em cumprir os padrões europeus”, disse.

Na avaliação da Comissão, o país está “bem avançado” no sentido de alcançar a estabilidade das instituições democráticas, o estado de direito, os direitos humanos e o respeito a minorias, além de manter bom histórico econômico e demonstrar resiliência e estabilidade financeira.

A Ucrânia apresentou seu pedido de adesão ao bloco quatro dias após o início da invasão russa. O país tem cobrado o auxílio diplomático, financeiro e militar das nações europeias no confronto com a Rússia. Nas redes sociais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, celebrou a decisão.

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