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    Comitiva africana se reúne com Putin, mas propostas para a paz não avançam

    Presidente russo retrucou as propostas apresentadas pelo grupo de seis líderes, em encontro realizado neste sábado; eles haviam se reunido com Volodymyr Zelensky na Ucrânia

    Putin recebeu os líderes africanos, mas não acenou com
    Putin recebeu os líderes africanos, mas não acenou com Contributor/Getty Images

    Da CNN

    Os líderes de seis países africanos chegaram à cidade russa de São Petersburgo como parte de uma missão de paz. Os líderes da África do Sul, Zâmbia, Comores, Congo (Brazzaville), Egito, Senegal e Uganda chegaram ao país para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin.

    Putin deu as boas-vindas aos líderes no Palácio Konstantinovsky do século 18, na costa sul do Golfo da Finlândia, enfatizando o compromisso da Rússia com o continente.

    O grupo se reuniu na sexta-feira (16) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Ucrânia.

    Rejeitando seus esforços para trazer Kiev à mesa de negociações imediatamente, Zelensky descartou qualquer negociação de paz com a Rússia até que as tropas de Moscou se retirem do território de seu país.

    “Hoje, eu disse claramente repetidamente em nossa reunião que permitir qualquer negociação com a Rússia agora que o ocupante está em nossa terra significa congelar a guerra, congelar a dor e o sofrimento”, disse ele a jornalistas em entrevista coletiva após a reunião.

    Durante a reunião, Vladimir Putin interrompeu os comentários de abertura de líderes africanos ara apresentar uma lista de razões pelas quais ele acredita que muitas de suas propostas foram equivocadas.

    Putin reiterou sua posição de que a Ucrânia e o Ocidente começaram o conflito muito antes de a Rússia enviar suas forças armadas pela fronteira em fevereiro do ano passado.

    Ele disse que o Ocidente, e não a Rússia, foi responsável por um forte aumento nos preços globais dos alimentos no início do ano passado.

    O presidente russo comentou ainda à delegação que as exportações ucranianas de grãos dos portos do Mar Negro que a Rússia permitiu no ano passado não estavam fazendo nada para aliviar as dificuldades da África com os altos preços dos alimentos porque foram em grande parte para países ricos.

    (Reportagem de Uliana Pavlova e Niamh Kennedy da CNN, com informações da Reuters)