Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Construir autodefesa é única opção, diz Coreia do Norte à ONU

    Embaixador do país, Kim Song, acusou Estados Unidos e Coreia do Sul de levarem a península coreana à beira da guerra nuclear

    Bandeira da Coreia do Norte em Genebra, na Suíça
    Bandeira da Coreia do Norte em Genebra, na Suíça REUTERS/Pierre Albouy/

    Michelle Nicholsda Reuters

    Genebra, Suíça

    O embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas (ONU) acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul, nesta terça-feira (26), de levarem a península coreana à beira da guerra nuclear.

    Diante disso, seu país não tem outra escolha senão acelerar ainda mais o desenvolvimento das suas capacidades de autodefesa, disse à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    “O ano de 2023 foi registrado como um período extremamente perigoso”, disse o embaixador Kim Song no último dia da reunião anual de líderes mundiais na ONU. “A península coreana está em situação crítica, com o perigo iminente de eclosão de uma guerra nuclear”.

    “Dadas as circunstâncias prevalecentes, a RPDC [Coreia do Norte] é urgentemente obrigada a acelerar ainda mais a construção das suas capacidades de autodefesa para se defender de forma inexpugnável”, disse Kim à Assembleia-Geral, de 193 membros.

    A Coreia do Norte testou dezenas de mísseis balísticos nos últimos 18 meses. Os Estados Unidos há muito alertam que Pyongyang (capital do país) está pronta para realizar um sétimo teste nuclear.

    Pyongyang afirma que exerce seu direito à autodefesa com os seus testes de mísseis balísticos para salvaguardar a sua soberania e interesses de segurança contra ameaças militares.

    “A RPDC permanece firme e inalterada na sua determinação de defender firmemente a soberania nacional, os interesses de segurança e o bem-estar do povo contra as ameaças hostis do exterior”, disse Kim.

    A Coreia do Norte — formalmente nomeada como República Popular Democrática da Coreia (RPDC) — tem estado sob sanções do Conselho de Segurança da ONU devido aos seus programas nucleares e de mísseis desde 2006. As medidas contra o país têm sido constantemente reforçadas ao longo dos anos.

    Veja também: Líder da Coreia do Norte vai à Rússia de trem blindado para encontrar Putin