Correspondente da CNN relata situação em Tel Aviv após ataque do Irã
Correspondente da CNN em Tel Aviv informa sobre lançamento de mísseis pelo Irã contra Israel, com nove feridos confirmados até o momento
Israel enfrenta uma nova onda de ataques com mísseis balísticos disparados pelo Irã, conforme relatado pelo correspondente da CNN Michel Gawendo, em Tel Aviv, durante o CNN 360°. Segundo fontes do exército israelense, aproximadamente 300 mísseis foram lançados contra o país.
Os serviços de emergência ainda estão atualizando o número de feridos, as buscas e avaliações dos danos também estão em andamento. Há registros de quedas de mísseis ou destroços de interceptadores em Tel Aviv, incluindo áreas próximas ao Ministério da Defesa.
População em alerta
A população israelense foi orientada a permanecer em abrigos e quartos protegidos por mais de uma hora, aguardando o anúncio da Defesa Civil de que não há mais perigo. O exército israelense solicitou que não sejam divulgados os locais exatos das quedas para evitar auxiliar na precisão dos ataques iranianos.
Autoridades iranianas declararam que se trata de uma guerra e que os ataques continuarão. Por outro lado, fontes israelenses na imprensa local indicam a possibilidade de uma resposta ainda mais forte por parte de Israel, incluindo potenciais ataques a usinas e instalações petrolíferas dentro do Irã.
Ataques anteriores e possíveis retaliações
Israel afirma que seus ataques anteriores no Irã visaram centros de desenvolvimento nuclear, principalmente em Isfahan e Natanz, além de alvejarem líderes e comandantes militares iranianos em Teerã. Embora não haja informações confirmadas de novos ataques israelenses contra o Irã, há promessas de retaliação aos ataques iranianos.
O correspondente da CNN relatou que, durante a transmissão, pôde ouvir novamente sirenes soando e explosões das interceptações ou quedas de mísseis iranianos dentro de Israel. O exército israelense ainda não confirmou se bases militares foram atingidas durante os ataques.
Entenda o motivo de Israel atacar o Irã agora
Israel escolheu atacar o Irã neste momento porque entendeu que o regime dos aiatolás está mais vulnerável do que nunca — e que a oportunidade para agir estava se esgotando.
O cálculo israelense considerou fatores internos e externos que colocaram o regime dos aiatolás em uma posição de fragilidade inédita.
Além disso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu agir antes que negociações entre Irã e Estados Unidos pudessem de fato levar a um acordo para suspender a criação de uma bomba atômica iraniana.
Para o governo israelense, esta era uma oportunidade de ouro para deter o desenvolvimento do programa nuclear do país rival com menor risco de retaliação coordenada por Teerã e pelas milícias apoiadas pelo regime no Oriente Médio.
Nos últimos meses, todos os principais aliados dos iranianos na região sofreram derrotas sucessivas em confrontos com Israel — que contou com o apoio, inclusive militar, das principais potências ocidentais em suas guerras.
Esses aliados eram considerados chave para pressionar Israel e agir como primeira linha de frente na defesa do Irã, mas estão todos nas cordas neste momento.


