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    Cúpula pela paz na Ucrânia tem 90 Estados e instituições confirmados, diz Suíça

    Objetivo do encontro é dar início ao fim da guerra; Brasil decide não participar dos debates

    Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy
    Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy 16/5/2024 Divulgação via REUTERS

    Dave Grahamda Reuters Bern, Suíça

    Até agora, noventa estados e organizações registaram-se para participar da cúpula que visa preparar o caminho para a paz na Ucrânia, que a Suíça sediará nos dias 15 e 16 de junho, informou o governo suíço nesta segunda-feira (10).

    A Rússia não foi convidada para a cúpula que terá lugar no centro da Suíça, mas o governo afirmou num comunicado que a reunião terá como objetivo “definir conjuntamente um roteiro” sobre como envolver tanto o Kremlin como a Ucrânia num futuro processo de paz.

    A Suíça concordou em janeiro em acolher a cúpula a pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e tentou angariar apoio para o encontro entre países que têm melhores relações com Moscou do que as principais potências ocidentais.

    A Rússia considerou a cúpula uma perda de tempo. O país não foi convidado a participar, diz a Suíça, porque sinalizou que não tinha interesse em participar. A Suíça também sublinha, porém, que a Rússia deve fazer parte do processo de paz.

    A sua ausência encorajou aliados poderosos de Moscou, como a China, a dizer que não há sentido em negociações de paz a menos que a Rússia e a Ucrânia participem. O Brasil também não irá à reunião. Isso esfriou as expectativas de qualquer tipo de grande avanço nas negociações realizadas na Suíça.

    A cúpula deverá discutir áreas de ampla preocupação internacional, como a necessidade de segurança nuclear e alimentar, liberdade de navegação, bem como questões humanitárias, como prisioneiros de guerra, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros suíço, Ignazio Cassis.