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    Diretor James Cameron diz ver semelhança entre naufrágio do Titanic e tragédia com submarino

    Cameron, que dirigiu o filme de sucesso "Titanic", lançado em 1997, comparou as duas situações que terminaram em mortes

    Lisa Franceda CNN

    James Cameron, que dirigiu o filme de sucesso “Titanic“, lançado em 1997, e já fez 33 mergulhos até os destroços do navio, disse que vê algumas semelhanças entre a implosão do submersivo Titan e o famoso naufrágio.

    “Estou impressionado com a semelhança do desastre do Titanic em si, onde o capitão foi repetidamente avisado sobre o gelo à frente de seu navio e ainda assim navegou a toda velocidade em um campo de gelo em uma noite sem lua e muitas pessoas morreram como resultado”, disse Cameron à ABC News nesta quinta-feira (22).

    “E com uma tragédia muito semelhante, onde os avisos foram ignorados, e que foi ocorrer no mesmo local exato, mesmo com tantos mergulhos acontecendo em todo o mundo, acho que é simplesmente surpreendente. É realmente surreal”, acrescentou.

    A Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou a morte dos passageiros do submarino Titan, que estava desaparecido desde segunda-feira (19) após mergulhar em uma expedição até o naufrágio do Titanic. Os destroços do submersivo encontrados nesta quinta-feira (22) indicam que houve uma perda catastrófica da pressão da cabine.

    A embarcação levava cinco ocupantes: o empresário e aventureiro britânico Hamish Harding, o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Sulaiman Dawood, além do CEO e fundador da OceanGate, proprietária do submersível, Stockton Rush.

    A expedição começou com uma jornada de 740 quilômetros até o local do naufrágio do Titanic. O submersível começou sua descida no domingo (18) de manhã, mas perdeu contato com a tripulação do Polar Prince, o navio de apoio que transportou a embarcação até o local, 1 hora e 45 minutos após a descida, segundo autoridades.

    As Guardas Costeiras dos Estados Unidos e do Canadá iniciaram uma verdadeira operação de guerra para resgatar o Titan, até 10 navios e aeronaves foram mobilizadas para as buscas, primeiro na superfície do mar, depois nas profundezas.

    Foram disponibilizados sonares, ROVs (drones aquáticos) e equipamentos de altíssima tecnologia para cumprir a missão.

    Segurança

    Não faltaram acusações sobre uma suposta negligência com a segurança do submersível. O próprio Rush afirmou, em diversas entrevistas, que via os esquemas de proteção como algo que inibiam a inovação e o avanço tecnológico.

    A indústria comercial subversiva é “obscenamente segura”, disse ele em entrevista ao Smithsonian Magazine, em 2019, “porque eles têm todos esses regulamentos. Mas também não inovou ou cresceu – porque eles têm todos esses regulamentos.”

    À medida que o mundo passou a acompanhar o drama dos ocupantes do submersível, também passou a conhecer histórias um tanto bizarras sobre o funcionamento do veículo.

    Na última terça-feira (20), o jornal The New York Times informou que em 2018 líderes da indústria da submersíveis criticaram a “abordagem experimental” da OceanGate. O Comitê de Veículos Subaquáticos Tripulados da Marine Technology Society escreveu uma carta a Rush, expressando preocupação com a conformidade da empresa em relação a uma certificação de avaliação de risco marítimo conhecida como DNV-GL.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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