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    Na ONU, Bolsonaro defende política ambiental do Brasil e ‘tratamento precoce’ contra Covid-19

    'Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada', afirmou o presidente sobre tratamento anti-Covid

    Rafaela LaraGuilherme Venagliada CNN

    em São Paulo

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (21), durante discurso na abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU em Nova York, que o Brasil é referência em preservação ambiental. Ele também defendeu o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19, que não possui comprovação científica.

    Tradicionalmente, o chefe de Estado brasileiro é o primeiro líder nacional a discursar neste evento das Nações Unidas. Conforme adiantou a CNN, o presidente abordou em seu discurso temas como o agronegócio brasileiro, o meio ambiente e as ações do governo federal no combate à pandemia.

    Ao mencionar o combate à Covid-19, Bolsonaro destacou a campanha de vacinação brasileira e afirmou que o governo federal distribuiu mais de 260 milhões de doses de vacinas e “mais de 140 milhões de brasileiros já receberam, pelo menos, a primeira dose, o que representa quase 90% da população adulta”.

    No púlpito da ONU, Bolsonaro também se posicionou contrário à adoção do passaporte de vacina. “Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina”, disse.

    Ao mencionar o ‘tratamento precoce’, o presidente disse defender “a autonomia do médico”. “Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label.

    Diante de outras nações presentes na Assembleia-Geral, Bolsonaro afirmou ainda não entender “porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial”. “A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse.

    Citando o Brasil como referência em preservação ambiental, o presidente afirmou que “nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa quanto a nossa”.

    O presidente brasileiro citou percentuais de preservação de biomas e afirmou que quer acelerar a discussão sobre o chamado “mercado de carbono”, em que países mais industrializados comprariam “créditos de carbono” de outras nações, para compensar as suas emissões.

    Leia a íntegra do discurso do presidente Jair Bolsonaro na 76ª Assembleia-Geral da ONU

    Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursa na 76ª Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (21) / ONU News

    “Esperamos que os países industrializados cumpram seu compromisso com o financiamento do clima”, disse Jair Bolsonaro.

    Em sua terceira fala à Assembleia-Geral, o presidente brasileiro não deixou de mencionar os atos de 7 de Setembro e afirmou que “o Brasil vive novos tempos”.

    “No último 7 de Setembro, data de nossa Independência, milhões de brasileiros, de forma pacífica e patriótica, foram às ruas, na maior manifestação de nossa história, mostrar que não abrem mão da democracia, das liberdades individuais e de apoio ao nosso governo”.

    “Como demonstrado, o Brasil vive novos tempos. Na economia, temos um dos melhores desempenhos entre os emergentes”, disse Bolsonaro. Ele ainda destacou as ações do governo federal voltadas à economia durante a pandemia, como o auxílio emergencial “para atender aqueles mais humildes”.

    Bolsonaro também citou brevemente a situação do Afeganistão após a tomada do Talibã. Segundo ele, o governo federal concederá visto humanitário para cristãos, mulheres, crianças e jovens afegãos.

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi o segundo chefe de Estado e discursar no evento da ONU. Em sua fala, Biden afirmou que “esta é uma década decisiva para nosso mundo”.