"Divisor de águas", diz premiê do Canadá à CNN sobre acordo entre EUA e Irã

Em entrevista exclusiva, Mark Carney afirmou que teve acesso ao documento e disse estar totalmente de acordo

Donald Judd e Kaitlan Collins, da CNN
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O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse à CNN nesta terça-feira (16) que o memorando de entendimento entre o Irã e os EUA, que põe fim à guerra, é "um divisor de águas", prometendo o apoio de seu país à implementação do acordo.

"Estamos muito satisfeitos com o acordo que foi firmado", disse Carney em uma entrevista exclusiva no local da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França.

"Ele estabelece as bases para garantir que o Irã não tenha uma arma nuclear. Ele estabelece as bases para uma reintegração gradual das economias da região. Ele estabelece as bases para uma solução no Líbano, que discutimos hoje. Portanto, é positivo", afirmou.

O primeiro-ministro confirmou ter visto o acordo, que o governo Trump manteve em segredo, mas prometeu divulgar mais perto da cerimônia oficial de assinatura na sexta-feira (19), na Suíça.

Ele afirmou estar “totalmente” de acordo, “assim como todos os outros” que participam da cúpula do G7 desta semana na França.

Os comentários de Carney representam uma das primeiras avaliações do acordo feitas por alguém que não está diretamente envolvido nas negociações. Ele disse que o acordo prevê “um cessar-fogo por um período de 60 dias”, detalhando “uma série de condições e o que acontecerá quando elas forem cumpridas”.

Ele também reconheceu “um grande incentivo financeiro” para o Irã cumprir sua parte do acordo e tomar medidas concretas nos próximos dois meses, incluindo permitir o tráfego pelo Estreito de Ormuz, auxiliar na remoção de minas e negociar a remoção dos estoques de urânio enriquecido.

Trump negou que os EUA pagariam ao Irã por seu urânio enriquecido, insistindo na noite de segunda-feira no Truth Social: “A história de que os EUA estão pagando 300 milhões de dólares ao Irã é Fake News, divulgada pelos democratas!!!”.

Mas o vice-presidente americano, JD Vance, que participou das negociações e deverá estar presente na Suíça ainda esta semana para a assinatura oficial do acordo, reconheceu em entrevista à CBS que os iranianos "poderiam ter acesso" a um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões se cumprirem os termos do acordo.

Ele afirmou que o fundo seria financiado por nações árabes do Golfo Pérsico.

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