Dupla jornada: segundo emprego de Príncipe Harry é na luta contra desinformação

Príncipe é o mais novo comissário de grupo do Instituto Aspen; ele também foi contratado como diretor-executivo de startup de saúde mental

Príncipe Harry em Londres
Príncipe Harry em Londres Foto: Paul Edwards/Pool via Reuters (5.mar.2020)

Brian Stelter, do CNN Business

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Expressando preocupação sobre uma “avalanche de desinformação” no mundo digital, o príncipe Harry se juntou à nova Comissão de Desordem de Informação do Instituto Aspen como comissário. 

Ao lado de outros 14 comissários, Harry fará um estudo de seis meses sobre a desinformação norte-americana. A jornalista Katie Couric, o presidente do Color of Change, Rashad Robinson, e Chris Krebs, ex-diretor da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos, coordenarão o projeto.

“Esta crise de informação mina a confiança em nossas instituições democráticas e atinge diretamente os alicerces da sociedade”, disse Krebs em um comunicado.

Isso é o que Aspen, uma importante organização sem fins lucrativos, quer examinar. O instituto anunciou a Comissão de Desordem de Informação em janeiro e os integrantes se reunirão em abril para uma série de encontros com especialistas externos.

O plano da ONG prevê publicar um relatório provisório em 60 dias para “analisar o problema de desordem de informação e priorizar as questões mais críticas e urgentes”. Eles também pretendem entregar uma lista com possíveis soluções.

A lista de comissários, divulgada na manhã de quarta-feira (24), inclui figuras como o ex-congressista do Texas Will Hurd, a ex-diretora-adjunta principal de inteligência nacional Sue Gordon e a cofundadora e presidente da Quadrivium, Kathryn Murdoch,.

O nome mais notável é o do Príncipe Harry, que esteve sob os olhos do público nas últimas semanas graças à entrevista dele com Oprah Winfrey. Harry e sua esposa Meghan, duquesa de Sussex, sentaram-se com Winfrey e explicaram sua decisão de se afastar de cargos importantes na família real britânica e criticaram a cobertura da imprensa britânica.

As próprias experiências pessoais dele com a mídia —particularmente com mentiras e absurdos espalhados sobre sua própria vida— contribuirão para o trabalho da comissão.

Uma semana após a entrevista com Winfrey, Harry e Meghan anunciaram que receberam várias doações para a Fundação Archewell, entidade que fundaram em 2020 e que haverá um núcleo para iniciantes na mídia e notícias.

“A experiência no mundo digital de hoje nos inundou com uma avalanche de desinformação, afetando nossa capacidade de nos desenvolvermos  como indivíduos e também como sociedades, de pensar com clareza e também de compreender o mundo em que vivemos”, disse o Duque de Sussex.

“Acredito que esta é uma questão humanitária e, como tal, exige respostas de várias pessoas interessadas na defesa de minorias, membros da mídia, pesquisadores acadêmicos e líderes do governo e da sociedade civil. Eu estou ansioso para me juntar a esta nova comissão de Aspen e também para trabalhar criando soluções para a crise de desordem de informação”, completou.

O comunicado à imprensa do instituto, enviado na quarta-feira (24), identificou o Príncipe Harry como um dos três líderes filantrópicos que farão parte do projeto. Os outros dois são Murdoch – que é casado com o filho de Rupert Murdoch, James – e Marla Blow, próxima presidente da Fundação Skoll.

Na terça-feira (23), Harry anunciou seu novo emprego, como diretor-executivo de tecnologia na startup BetterUp, no Vale do Silício.

Seu papel na comissão de Aspen é de meio período, mas envolverá reuniões regulares, segundo o instituto. A comissão é financiada por Craig Newmark Philanthropies.

Krebs disse em sua declaração que a comissão está se esforçando para ter uma “diversidade de pontos de vista e funções, de líderes cívicos a pesquisadores acadêmicos e executivos corporativos”.

(Texto traduzido, leia o original em inglês)

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