É preciso reavaliar metas pela aceleração do aquecimento global, diz especialista

À CNN Rádio, o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental classificou as novas perspectivas para os próximos cinco anos como “extremamente preocupante”

Funcionários da Severn Area Rescue Association (SARA) atravessam a água da enchente em Bewdley para verificar o bem-estar dos moradores depois que o rio Severn ultrapassou as barragens em 23 de fevereiro de 2022 em Bewdley, Worcestershire.
Funcionários da Severn Area Rescue Association (SARA) atravessam a água da enchente em Bewdley para verificar o bem-estar dos moradores depois que o rio Severn ultrapassou as barragens em 23 de fevereiro de 2022 em Bewdley, Worcestershire. Getty Images

Ricardo GouveiaBel Camposda CNN

em São Paulo

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A nova previsão de elevação da temperatura do planeta aumentou ainda mais necessidade de ações urgentes, na avaliação do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM).

Nesta segunda-feira (9), o relatório anual da Organização Meteorológica Mundial alertou para a possibilidade de o mundo se tornar, em média, 1,5ºC mais quente entre 2022 e 2026. As chances, de acordo com a OMM, são de 50%. A probabilidade era de 10% no período entre 2017 e 2022.

Em entrevista à CNN Rádio, Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, sugeriu uma reavaliação das ações tomadas.

“É preciso que se tenha uma avaliação, se as medidas que vêm sendo tomadas devem ser aceleradas no sentido de reduzir as emissões de gás de uma forma essencial para que se mantenha o limite de 1,5ºC.

Bocuhy alerta que a situação é extremamente preocupante e exige ações ainda mais urgentes no combate ao aquecimento global.

A avaliação é de que a adaptação da economia a um modelo menos poluente é obrigatória, uma vez que uma elevação superior a 1,5ºC na temperatura média do planeta inviabilizaria a produção de diversos ramos do agronegócio, por exemplo.

“Os efeitos do aquecimento global são tão perniciosos para a sociedade humana e para a economia do planeta, que vale a pena qualquer tipo de investimento para resolver isso”, avalia Bocuhy. “As empresas que não se adaptarem vão ter de cessar suas produções no futuro, até por medidas mais rígidas.”

Ainda de acordo com a OMM, há uma chance de 93% de que um dos anos entre 2022 e 2026 seja o mais quente que se tem registro.

O compromisso mundial estabelecido pelo Acordo de Paris busca impedir que o aquecimento do planeta supere 2ºC neste século.

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