“É uma guerra, não um jogo de videogame”, diz vigário brasileiro na Ucrânia

À CNN Rádio, Robson de Matos contou que conversou por telefone com um ucraniano que está na linha de frente do combate e buscava amparo

Soldado atrás de barreira na cidade de Odessa, Ucrânia, em frente ao teatro da cidade
Soldado atrás de barreira na cidade de Odessa, Ucrânia, em frente ao teatro da cidade Scott Peterson/Getty Images

Amanda Garcia, com produção de Bel Camposda CNN

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O vigário Robson de Matos mora há 11 anos na Ucrânia. Ele atua na paróquia Cristo Rei do Universo, na cidade de Khmel’nytskyi, a mais ou menos 400km da capital Kiev.

Em entrevista à CNN Rádio, ele contou que a situação é “relativamente tranquila”, o que possibilita “o trabalho humanitário e acolhimento dos que vem fugindo da cidade de Kiev e Kharkiv rumo à Polônia.”

O vigário relatou que recebeu uma ligação de um paroquiano que está no front para que o religioso “desse coragem e ânimo num momento bem difícil, ele estava muito nervoso e buscou esse amparo na Igreja.”

Sem entrar em detalhes sobre a conversa, o vigário disse que o relato feito foi triste: “É uma guerra, não é um jogo de videogame, essa noite pude ter essa experiência de que não é brincadeira, está morrendo gente, há quem esteja fugindo, sem ter onde morar.”

A cidade está com toque de recolher das 21h às 6h, e alarmes são ativados por sirenes no caso de risco de ataques aéreos. “Recebemos as pessoas aqui no salão paroquial, que fica um pouquinho abaixo do nível da rua, não foi construído para isso, mas a gente faz o que pode”, disse.

O padre reforçou que a Igreja não fechou as portas e funciona 24 horas por dia para oferecer consolo à população.

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