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    Eleições no Equador: candidatos à Presidência encerram campanha marcada por violência

    Mais de 13 milhões de equatorianos podem ir às urnas no domingo (20) para eleger um substituto para o presidente conservador Guillermo Lasso

    Christian Zurita, que substituiu o candidato assassinado Fernando Villavicencio na disputa pela Presidência do Equador, e a candidata à vice Andrea Gonzalez em coletiva à imprensa em Guayaquil, Equador
    Christian Zurita, que substituiu o candidato assassinado Fernando Villavicencio na disputa pela Presidência do Equador, e a candidata à vice Andrea Gonzalez em coletiva à imprensa em Guayaquil, Equador 16/08/2023REUTERS/Vicente Gaibor del Pino

    Alexandra Valenciada Reuters

    Os candidatos que disputam a Presidência do Equador realizaram eventos de encerramento de campanha nesta quinta-feira (17), antes da votação neste fim de semana, em uma disputa marcada pelo assassinato do candidato Fernando Villavicencio, que se posicionava contra a corrupção.

    Mais de 13 milhões de equatorianos podem ir às urnas no domingo (20) para eleger um substituto para o presidente conservador Guillermo Lasso, que convocou eleições antecipadas para interromper um processo de impeachment contra ele.

    Veja também — Análise: O peso do crime organizado na política sul-americana

    Os candidatos se comprometeram a combater o crime e melhorar a economia do país, que passa por dificuldades, em meio ao aumento acentuado da violência atribuída a traficantes de drogas e problemas como o desemprego, que aumentaram a migração.

    A insegurança no Equador atingiu um nível trágico na semana passada, quando Villavicencio, ex-jornalista investigativo e parlamentar, foi morto a tiros enquanto saía de um evento de campanha.

    “O novo governo deve ser mais decidido e corajoso”, disse Milton Oleas, de 67 anos, trabalhador da construção civil, que ainda não decidiu em quem votar. “O presidente não pode duvidar do que faz e deve ser valente na tomada de decisões”, complementou.

    Os candidatos, que reforçaram a segurança e mantiveram suas agendas limitadas desde o assassinato, estavam realizando comícios e outros eventos em todo o país.

    Luisa González, protegida do ex-presidente Rafael Correa, liderava as pesquisas antes do assassinato de Villavicencio, com cerca de 30% das intenções de voto.

    Ela realizou um evento de encerramento na capital Quito, na quarta-feira (16), e tinha outro grande planejado para Guayaquil nesta quinta-feira (17).

    González prometeu usar US$ 2,5 bilhões das reservas internacionais para sustentar a economia se for eleita e trazer de volta os programas sociais implementados por Correa — que foi condenado por corrupção — durante seu período de uma década no poder.

    “Mão firme contra o crime, contra a violência e contra as gangues criminosas, mas uma mão solidária e de amor ao nosso povo. “Vamos assumir o controle do país. É hora de erguer a pátria com dignidade”, pontuou a candidata no comício de quarta-feira, no qual Correa participou remotamente do México.

    Um candidato precisaria obter 50% dos votos, ou 40% se estiver 10 pontos à frente de seu rival mais próximo, para vencer o primeiro turno. Caso contrário, um segundo turno ocorrerá em 15 de outubro.

    O candidato ambientalista indígena Yaku Perez, que ficou entre os cinco primeiros dos oito candidatos nas últimas pesquisas, prometeu um governo do povo durante uma manifestação matinal em Quito.

    Os empresários Otto Sonnenholzner e Jan Topic planejaram comícios em Guayaquil, onde a violência é intensa, e ambos prometeram reativação econômica e segurança.