Em eleição com candidato único, Hong Kong nomeia novo líder alinhado à China

Como secretário de segurança do território em 2019, John Lee foi responsável pela prisão de centenas de manifestantes pró-democracia

John Lee, novo líder de Hong Kong
John Lee, novo líder de Hong Kong Reuters

James Pomfretda Reuters

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O novo líder de Hong Kong, John Lee, foi nomeado para o cargo mais alto do território neste domingo (8) por um comitê repleto de partidários pró-Pequim, enquanto o centro financeiro tenta se reinventar depois de vários anos de tensão política.

Lee, o único candidato, recebeu os votos de 1.416 membros de um comitê eleitoral pró-Pequim, obtendo a maioria necessária para tornar-se o próximo líder de Hong Kong. Apenas oito votaram para “não apoiá-lo”.

Após a votação, Lee disse que era sua “missão histórica” ​​liderar um novo capítulo para Hong Kong, prometendo unir a cidade e preservar o status internacional de Hong Kong como um centro financeiro aberto e mais competitivo que liga a China e o mundo.

Poucos dos 7,4 milhões de habitantes da cidade têm voz na escolha de seu líder, apesar das promessas da China de um dia conceder plena democracia à ex-colônia britânica, que retornou ao domínio chinês em 1997.

A segurança foi reforçada ao redor do local, com a polícia impedindo que um pequeno grupo de manifestantes se aproximasse.

“Acreditamos que representamos muitas pessoas de Hong Kong ao expressar oposição a esta eleição de candidato único ao estilo da China”, disse Chan Po-ying, manifestante da Liga dos Social-Democratas, segurando uma faixa exigindo democracia plena.

Lee, ex-secretário de segurança de Hong Kong, implementou com força o regime mais severo da China sob uma lei de segurança nacional que foi usada para prender dezenas de manifestantes, dissolver grupos da sociedade civil e fechar meios de comunicação liberais.

Governos ocidentais, incluindo os Estados Unidos, dizem que as liberdades e o estado de direito foram prejudicados pela legislação de segurança imposta por Pequim em 2020.

No entanto, Lee reiterou a visão da China de que a lei é necessária para restaurar a estabilidade após prolongados protestos pró-democracia em 2019, evitando perguntas sobre se ele buscaria a reconciliação com os defensores da oposição democrática e aqueles que foram presos.

“Salvar a soberania de nosso país, a segurança nacional e os interesses de desenvolvimento, e proteger Hong Kong de ameaças internas e externas e garantir sua estabilidade continuarão sendo de suma importância”, disse Lee a repórteres.

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