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    Eleitores da Suíça rejeitam proibição de testes em animais

    Em referendo realizado neste domingo (13), apenas 21% dos eleitores foram a favor da proibição a experimentos científicos em animais; em outra votação, aprovaram restrições mais duras a propagandas de tabaco

    Unsplash/Divulgação

    John RevillCecile Mantovanida Reuters

    Zurique

    Eleitores suíços rejeitaram uma proposta de ativistas dos direitos dos animais de tornar a Suíça o primeiro país a proibir experimentos científicos e médicos em animais, mas aprovaram restrições mais duras a propagandas de cigarros, em um referendo realizado neste domingo (13).

    Apenas 21% dos eleitores foram a favor da proibição a experimentos em animais, perante os 79% que foram contra, segundo dados do governo, no referendo nacional realizado sob a tradição suíça de democracia direta.

    Apoiadores da proposta queriam interromper os testes, dizendo que eles eram antiéticos e desnecessários, mas esbarraram na oposição do poderoso lobby das empresas farmacêuticas do país, que alertou os danos econômicos que esse tipo de proibição poderia causar.

     

    “Estamos contentes com a rejeição clara dessa iniciativa danosa”, disse Rene Buholzer, CEO do grupo de lobby Interpharma. “Mostra que a população suíça reconhece o papel central da pesquisa para a saúde das pessoas e para a prosperidade na Suíça”.

    Os defensores da ideia disseram que animais em laboratórios e os usados para fornecer comida sofrem uma séria discriminação. “Por que não temos mais empatia com eles?”, disse o co-presidente da campanha, Renato Werndli.

    Em outra votação neste domingo, os eleitores aprovaram restrições mais duras a propagandas de tabaco, com 57% a favor.

    As restrições farão com que propaganda desse tipo seja proibida em jornais, cinemas, internet, eventos e outdoors, com os defensores dizendo que elas encorajam os jovens a fumar.