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    Escócia tem maioria constituída para movimento de independência, diz professor

    Apesar disso, Leonardo Trevisan disse à CNN que é muito importante o processo de aproximação do rei Charles III vestindo traje típico em sinal de acolhimento ao mundo escocês

    Ingrid OliveiraThiago Félixda CNN

    Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (12),  Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM avaliou que apesar dos movimentos pró-independência na Escócia, o rei Charles III tenta mostrar “acolhimento e aproximação” com o povo escocês.

    “As cerimônias da monarquia têm um sentido muito político muito forte. A Escócia tem maioria constituída [tanto o parlamento, quanto na opinião pública] para o movimento de separação do Reino Unido”.

    Trevisan diz que “é muito importante esse processo de aproximação, de o rei vestindo a saia kilt, vestindo os trajes típicos, tudo isso tem um sinal de acolhimento ao mundo escocês”.

    O professor explica que em outubro de 2023 “haverá um referendo para decidir se a Escócia continua ou não no Reino Unido“.

    Nesta segunda-feira (12), o caixão da rainha Elizabeth II seguiu em um cortejo até a Catedral de St Giles para uma cerimônia de oração e reflexão com a presença do rei Charles III e da rainha consorte e membros da família real.

    A morte de Elizabeth II deu início a um período de luto que culminará em grande funeral de estado em 19 de setembro, em homenagem à sua vida de devoção e serviço.

    Trevisan destaca que “tem que obedecer as tradições”.

    “A rainha morreu em Balmoral, de alguma forma, lá teria que haver uma cerimônia maior”, afirmou.

    O professor diz ainda que, apesar de outras cerimônias semelhantes a essa ocorrerem em outros Estados […] “eu chamo atenção para o roteiro desse velório que passou por várias cidades, tudo isso tem um sentido político muito forte”, afirmou.