Escritora Bell Hooks morre aos 69 anos nos Estados Unidos

Americana era conhecida como uma das principais teóricas do feminismo, racismo e gênero da atualidade

Giovanna Galvanida CNN

em São Paulo

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A escritora e teórica americana Bell Hooks faleceu nesta quarta-feira (15) aos 69 anos, informou um comunicado publicado pela família nas redes sociais.

“A família de Gloria Jean Watkins vem muito triste em informar o falecimento de nossa amada irmã neste 15 de dezembro de 2021. A família honrou seu pedido de partir em casa com os familiares e amigos ao seu lado”, afirma a nota, citando o nome de batismo de Hooks – que assinava com o pseudônimo “bell hooks”, em letras minúsculas.

“A família está honrada com os inúmeros prêmios, honras e fama internacional que Gloria recebeu por seu trabalho como poeta, autora, feminista, professora, crítica cultural e ativista social. Temos orgulho em chamá-la de irmã, amiga, confidente e influenciadora”, complementa o comunicado.

A família afirma também que anunciará “em breve” uma cerimônia para celebrar o legado da teórica.

Hooks nasceu em 1952, na cidade de Hopkinsville, Kentucky. Ela se formou em Inglês na Universidade Stanford e conquistou um mestrado na Universidade de Wisconsin e um doutorado de Literatura na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Em 1981, Hooks publicou seu primeiro livro, chamado “E eu não sou uma mulher? Mulheres negras e o feminismo”, na qual analisa o movimento feminista contemporâneo a partir do discurso de Sojourner Truth, uma mulher negra escravizada que, em 1857, já livre, apontou incongruências em uma assembleia de mulheres brancas sufragistas daquele ano.

Ao longo de sua carreira, os estudos de Hooks culminaram em mais de 40 livros sobre raça, feminismo e educação, além de relações sociais e culturais. Também escreveu e publicou poesia e textos autobiográficos, abordando como o conceito de amor atravessava, também, as temáticas sociais nas quais se debruçava.

A universidade em que Hooks lecionava divulgou uma nota lamentando o falecimento da escritora. Ela atuava como professora residente em Estudos Apalaches, povos nativos norte-americanos.

“A Universidade Berea é grata por suas contribuições ao campus e irá celebrar sua vida e legado por meio do Centro bell hooks, aberto no outono de 2021. O Instituto bell hooks na Universidade Berea irá continuar como um local valioso sobre o trabalho de sua vida, lembrando as pessoas que tudo na vida é sobre amor”, diz o informe.

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