Espanha enviará lançadores de granadas antitanque à Ucrânia

Primeiro carregamento de armas do país vai em aviões da força aérea espanhola para um local na Polônia perto da fronteira, explicou a ministra da Defesa da Espanha, Margarida Robles

Soldado norte-americano próximo da fronteira da Ucrânia, na Polônia.
Soldado norte-americano próximo da fronteira da Ucrânia, na Polônia. Foto: REUTERS/Bryan Woolston

Al Goodmanda CNN

Madri

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A Espanha enviará 1.370 lançadores de granadas antitanque para a Ucrânia na sexta-feira (4) como parte de seu primeiro carregamento de armas ofensivas para ajudar contra a invasão russa. A remessa também incluirá metralhadoras leves e 700 mil cartuchos de munição de rifle e metralhadora, disse a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles.

“Tudo vai em aviões da força aérea espanhola para um local na Polônia perto da fronteira, onde as autoridades ucranianas o receberão”, afirmou Robles em uma entrevista no canal de TV espanhol Antena 3.

Robles disse que as armas “são muito importantes porque o material permite uma defesa muito individualizada, mesmo por pessoas que não têm muita experiência no uso de armas”. Depois de dias enfatizando sua ajuda humanitária à Ucrânia, além de enviar alguns equipamentos militares defensivos, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez anunciou que “a Espanha entregará à resistência ucraniana material militar ofensivo” no parlamento, na quarta-feira (2).

Na entrevista, Robles reconheceu algumas divisões sobre os carregamentos de armas no parceiro júnior de coalizão do governo liderado pelos socialistas, o partido de esquerda Podemos. Mas ela disse que o gabinete do primeiro-ministro estava firmemente a favor, especialmente considerando “como os eventos estão se desenrolando e os bombardeios (russos) da população civil”.

Últimas notícias da guerra

No oitavo dia de guerra, as tropas russas se posicionaram perto de Kiev, capital da Ucrânia, nesta quinta-feira (3). Segundo o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, os russos estão “parados” para um reagrupamento antes de uma possível invasão da capital, ou enfrentando desafios como falta de suprimentos ou resistência de civis. Apesar dos avanços das forças russas, as autoridades de ambos os lados esperam discutir um possível cessar-fogo.

Delegações de Rússia e Ucrânia devem se reunir nesta quinta-feira (3) pela segunda vez em Belarus, para continuar as negociações em busca de resolução para o conflito.

A primeira conversa entre as delegações após o início dos ataques ocorreu na segunda-feira (28) e teve duração de cinco horas, mas terminou sem um avanço. Na terça-feira (1º), o presidente Volodymyr Zelensky disse que a Rússia deveria parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações pudessem ocorrer.

Os russos assumiram o controle de Kherson, uma cidade estrategicamente importante em uma enseada do Mar Negro com uma população de quase 300 mil habitantes. O prefeito de Kherson, Ihor Kolykhaiev, declarou na quarta-feira (2) que os militares da Ucrânia não estão mais na localidade e que seus habitantes devem agora cumprir as instruções de “pessoas armadas que vieram para a administração da cidade.”

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