Especialista: Países menores estão se armando cada vez mais

Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard, afirma que nações como Polônia, Japão e Coreia do Sul consideram armas nucleares diante da instabilidade global e política mercantilista dos EUA

Da CNN Brasil
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Durante sua participação no programa WW, Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), analisou o atual cenário geopolítico global, destacando uma tendência preocupante: o crescente armamento de países menores, inclusive com possibilidades nucleares.

Segundo Brustolin, a política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump tem se caracterizado por um viés mercantilista, distanciando-se da tradicional postura de segurança coletiva mantida com a Europa nos últimos 80 anos. "Existe claramente um mercantilismo, uma relação mercantilista de tirar proveito no curto prazo das relações geopolíticas dos Estados Unidos", explicou o pesquisador.

 

 

Cobrança por proteção militar

O especialista destacou que Trump tem cobrado valores expressivos de aliados tradicionais em troca de proteção militar. "O Trump claramente cobra pela defesa de aliados, cobrou U$ 550 bilhões do Japão para prover defesa, está cobrando U$ 350 bilhões da Coreia do Sul para manter um submarino nuclear próximo", afirmou Brustolin.

Este comportamento tem levado a uma crescente desconfiança entre parceiros históricos. "A Europa também não confia mais nos Estados Unidos. E nós sabemos disso olhando para os números. A Europa, nesse momento, investe U$ 800 bilhões na sua própria defesa", ressaltou o pesquisador.

Proliferação nuclear como consequência

Um dos aspectos mais alarmantes apontados por Brustolin é a possibilidade de proliferação nuclear. "Essa instabilidade faz com que países menores procurem se armar, inclusive cogitando a possibilidade do armamento nuclear", alertou. Entre os países que já manifestaram interesse ou possibilidade de desenvolver armas nucleares estão Polônia, Japão, Coreia do Sul e Alemanha.

O especialista também mencionou que a China está em plena corrida armamentista nuclear, tendo aumentado seu arsenal de 350 para 600 ogivas, com planos de chegar a 1.500. Além disso, o Irã mantém seu programa nuclear ativo, recusando-se a renunciar a ele, o que aumenta ainda mais as tensões globais em um cenário já instável.

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